Consumo de água e energia dos ‘data centers’ traz alerta ambiental; entenda!
Acompanhe com o comentarista Marco Bravo

Megainvestidores estão se posicionando para explorar o boom global de inteligência artificial no Brasil por meio da construção de data centers. Crédito: Shuttersotck
Nesta edição do “CBN Meio Ambiente e Sustentabilidade”, o comentarista Marco Bravo traz um alerta! Quando enviamos uma mensagem, armazenamos uma fotografia, assistimos a um vídeo ou fazemos uma pergunta a uma inteligência artificial, parece que tudo acontece em uma “nuvem” invisível. Entretanto, essa nuvem possui endereço, paredes, equipamentos e milhares de servidores funcionando durante 24 horas por dia. Os ‘data centers’, explica o comentarista, são grandes instalações destinadas a armazenar, processar e transmitir dados. São fundamentais para bancos, hospitais, governos, redes sociais, serviços de streaming, comércio eletrônico e sistemas de inteligência artificial. Contudo, quanto maior a capacidade de processamento, maiores tendem a ser o consumo de eletricidade e a geração de calor.
“Para evitar o superaquecimento dos equipamentos, essas instalações precisam de sistemas de refrigeração. Dependendo da tecnologia utilizada, o resfriamento pode consumir grandes volumes de água por evaporação. Além desse consumo direto, existe uma pegada hídrica indireta, relacionada à água utilizada na geração da eletricidade que abastece os servidores. Por isso, avaliar apenas a água retirada dentro do empreendimento pode esconder parte considerável do impacto ambiental. Um ‘data center’ alimentado por determinadas fontes de energia pode consumir pouca água em suas torres de resfriamento, mas apresentar uma pegada hídrica relevante na produção da eletricidade. Estudos recentes defendem que água, energia e emissões de carbono sejam avaliadas conjuntamente”.
O comentarista traz que o Brasil está se tornando um dos principais destinos dessa expansão. Em 2025, o país possuía aproximadamente 700 megawatts de capacidade instalada em cerca de 80 ‘data centers’ comerciais. Outras fontes governamentais, utilizando critérios mais amplos de contagem, apontavam cerca de 200 empreendimentos em funcionamento ou cadastrados. Essa diferença mostra como ainda faltam definições e bases públicas padronizadas para acompanhar o setor. Os pedidos de conexão de novos projetos ao sistema elétrico brasileiro cresceram 330% entre 2024 e 2025. Em dezembro de 2025, os projetos previstos até 2038 já somavam solicitações de aproximadamente 28,5 gigawatts uma potência extraordinariamente elevada, embora nem todos esses pedidos necessariamente sejam concretizados. Ouça a conversa completa!