Figurinhas da Copa: o papel com silicone que leva mais de 100 anos para se decompor
O que fazer com este tipo de resíduo? Ouça detalhes na participação do comentarista Marco Bravo

[Edicase]figurinhas da Copa (Imagem: JFontan | Shutterstock). Crédito: Imagem: JFontan | Shutterstock
Em tempos de grandes eventos esportivos, culturais e festivos, muita coisa chama a atenção: a torcida, as cores, os brindes, os ingressos, os copos personalizados, os panfletos, as pulseiras de identificação, os adesivos, os confetes e, claro, as tradicionais figurinhas colecionáveis. São objetos pequenos, aparentemente inofensivos, quase invisíveis no volume diário de resíduos que produzimos. Mas é justamente nesses pequenos descartes que mora um dos grandes desafios da educação ambiental contemporânea.
Um exemplo são as figurinhas da Copa do Mundo. Para muitos, elas representam memória afetiva, infância, convivência, troca entre amigos e família. Porém, depois que a figurinha é colada no álbum, sobra aquele papel liso do verso, que quase sempre vai direto para o lixo comum. É o liner, papel siliconado que não é reciclavel na coleta seletiva convencional. Por possuir uma fina camada de silicone, ele contamina os processos tradicionais e vira rejeito. No entanto, ele pode ser reciclado em empresas e cooperativas especializadas. O papel com silicone leva mais de 100 anos para se decompor quando vai parar em aterros sanitários. Nesta edição do "CBN Meio Ambiente e Sustentabilidade", o comentarista Marco Bravo fala sobre o assunto. Ouça a conversa completa!