Guerra do Irã: segundo maior produtor de petróleo do Brasil, ES refaz contas

Ouça detalhes na participação do comentarista Abdo Filho

Publicado em 17/03/2026 às 11h12

Exploração de petróleo. Crédito: Pixabay

Nesta edição do “Economia e Negócios”, o comentarista Abdo Filho traz como destaque que a Guerra do Irã, iniciada em 28 de fevereiro deste ano, após ataques liderados por Estados Unidos e Israel, fez os preços do petróleo dispararem. O barril de petróleo brent (referência mundial) que, desde o começo de 2025, vinha variando entre US$ 60 e US$ 75 dólares, chegou a bater em US$ 116. Se, por um lado, pressiona o preço dos combustíveis e a inflação como um todo, por outro, aumenta substancialmente os royalties pagos pela extração de petróleo e gás natural.

O Brasil está entre os dez maiores produtores de óleo do mundo, chegando a 5 milhões de barris por dia. O Espírito Santo responde por algo perto de 5% dessa produção, portanto, o que está acontecendo no Oriente Médio tem impactos diretos por aqui. Pelas contas da Secretaria de Estado da Fazenda, se o barril subir para US$ 85, o aumento de arrecadação do Espírito Santo (os municípios não entram nessa conta) fica em R$ 40 milhões por mês (o orçamento estadual foi feito prevendo um petróleo a U$ 65). Estamos em um momento de enorme volatilidade, não dá para prever nada, mas se isso se mantiver até o final do ano, o impacto seria de mais de R$ 400 milhões.

Caso o petróleo se mantenha na casa dos US$ 100, como fechou na última quinta-feira (12), especialistas acreditam que a arrecadação mensal do Estado pode avançar em algo perto de R$ 70 milhões por mês ou R$ 700 milhões em 2025. Não é pouca coisa, no ano passado, as receitas do governo estadual com royalties e participações especiais ficaram em R$ 1,406 bilhão. Ouça a conversa completa!

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