Historiador desabafa sobre feminícidios: 'Temos que enfrentar o machismo estrutural'
O comentarista e historiador Rafael Simões foi professor da Dayse Barbosa no curso de Pós-Graduação em Seguraça Pública

Dayse Barbosa Mattos, comandante da Guarda Municipal de Vitória morta pelo namorado. Crédito: Instagram guardadevitoria_dayse
Nesta segunda-feira (23), a cidade de Vitória completaria 653 dias sem registro de feminicídios. O marco foi interrompido pelo assassinato da comandante da Guarda Municipal Dayse Barbosa Mattos, morta pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza. O crime ocorreu durante a madrugada, na casa da vítima. Segundo o pai de Dayse, a motivação foi o término do relacionamento entre os dois, fato que o assassino não aceitava.
Dayse Barbosa foi aluna do nosso comentarista e historiador Rafael Simões, no curso de Pós-Graduação em Seguraça Pública. Nesta edição especial do quadro ES: Que História é Essa?, o comentarista relembra a convivência com a aluna e alerta que passou da hora de enfrentarmos o machismo estrutural. "Não é possível e aceitável que em pleno século 21, quando a gente fala dos direitos dos vários grupos, a gente viva este tipo de situação, o feminicío. O machismo estrutural. temos que enfrentar isso', desabafa.