Série dos vinhos míticos: a vez do valorizado "Petrus"

O enófilo Luiz Cola fala sobre a bebida do Pomerol

Publicado em 17/06/2021 às 17h24

O mítico vinho Petrus, produzido no Pomerol. Crédito: Divulgação

Nesta edição do Minuto do Vinho, mais uma da série sobre "vinhos míticos", Luiz Cola destaca o famoso Petrus, produzido no Pomerol - margem direita de Bordeaux, na França. Boa parte da fama atribuída ao rótulo vem do solo onde suas vinhas estão plantadas, que possui alta concentração de argila “azul”. "Ele é um dos vinhos mais conhecidos, mais caros e 'menos' bebidos do mundo", conta Cola, já que sua produção é considerada baixa - a produção média é de apenas 30 mil garrafas a cada safra. Curiosidade: "antes de mais nada, cabe destacar que não existe 'Château Petrus', apenas 'Petrus', visto que não há château algum na propriedade". Ouça o quadro completo:

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Luís ainda explica:

"Quanto ao nome “Petrus”, ele deriva do tempo dos romanos, que batizaram aquela região com esse nome. Nos anos 1940, Madame Loubat, a proprietária mandou preparar o rótulo com a imagem de São Pedro com as chaves para o reino dos céus. Uma marca que ficou para a posteridade."

"As grandes safras de Petrus para beber no auge nos dias de hoje, incluem anos como 1975, 1982, 1990 e 1995, mas anos “menores” como 1981, 1992, 1993 e 2004, também estão prontos. Para comprá-los, esqueça os preços no Brasil (começam acima dos R$12.000 por garrafa). Os preços de varejo no exterior para as melhores safras variam entre 2.000 e 3.500 euros por garrafa, algo extremamente caro até mesmo no exterior. Para safras menores, esse preço pode cair significativamente, para algo entre 700 a 900 euros por garrafa, mas ainda assim, quase inacessível para a maioria dos “mortais”. Uma “solução” foi dada por Daniel Sobolevskiy, um amante de vinhos de Nova York que resolveu tatuar o rótulo do Petrus em seu braço!"