Como o FBI chegou até um homem no ES que planejava matar o próprio filho?

Quem explica a investigação é o delegado de Repressão aos Crimes Cibernéticos, Ícaro Olimpio

Publicado em 02/07/2026 às 10h51

Inteligência artificial; tecnologia; chat gpt. Crédito: Freepik

Recentemente foi destaque no noticiário o caso de um homem de 36 anos preso no Espírito Santo após o FBI (a Polícia Federal dos Estados Unidos) descobrir que ele planejava matar o próprio filho para não pagar a pensão alimentícia à ex-companheira. O suspeito confessou o plano em mensagens enviadas ao ChatGPT, ferramenta de inteligência artificial da empresa OpenAI. A prisão aconteceu na zona rural de São Gabriel da Palha, no Noroeste do estado, no último dia 19, um dia antes da data em que o crime aconteceria, segundo o delegado adjunto da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), Ícaro Olimpio.

Em uma das conversas, segundo o delegado, o homem relatou que estaria na posse de uma arma, corda e cianeto (veneno que interfere severamente no funcionamento do organismo). Além disso, o suspeito externalizou que também faria atentados contra escolas, igrejas e até autoridades públicas, tentando fazer o maior número de vítimas possível. O nome do suspeito não foi divulgado pela polícia.

O caso chegou à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos por meio de denúncia feita pelo FBI à polícia brasileira no último dia 16. Segundo o delegado Ícaro Olímpio, a polícia norte-americana encaminhou as informações ao Ministério da Justiça brasileiro que, por sua vez, as repassou à Polícia Civil do Espírito Santo. Nesta edição do "Segurança em Foco", o adjunto da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), Ícaro Olimpio, fala sobre o assunto. Ouça a conversa completa!

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