Golpes no WhatsApp envolvem invasão de contas e pedidos falsos de dinheiro
Ouça o alerta do delegado adjunto da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), Ícaro Olimpio

Facebook, Instagram, WhatsApp, TikTok, Twitter: redes sociais. Crédito: Divulgação
Nesta edição do "Segurança em Foco", o assunto em destaque é que criminosos têm utilizado diferentes estratégias para aplicar golpes no Whatsapp, incluindo a cópia de fotos e nomes de usuários para se passar por pessoas conhecidas e pedir dinheiro aos contatos das vítimas. O alerta é do delegado adjunto da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), Ícaro Olimpio, que orienta sobre os sinais de fraude e os cuidados necessários para proteger as contas.
Segundo o delegado, uma das modalidades consiste em reproduzir informações disponíveis nas redes sociais para criar um perfil semelhante ao da vítima. Em situações mais sofisticadas, os criminosos podem utilizar serviços de telefonia pela internet, conhecidos como "Volp", para "mascarar" o número exibido e fazer com que ele seja igual ou semelhante ao de um contato verdadeiro.
Nem sempre, porém, o golpe depende de uma invasão da conta. De acordo com Ícaro,os criminosos também podem recorrer à chamada engenharia social, estratégia que utiliza informações sobre a vítima e a confiança dos contatos para induzir as pessoas a realizar transferências financeiras.
Entre os principais sinais de alerta estão mudanças no comportamento habitual de um perfil, mensagens inesperadas e inconsistentes no número de telefone. O delegado recomenda que os usuários não confiem apenas na foto e no nome exibidos no aplicativo, principalmente quando a conversa envolve pedidos urgentes de dinheiro.
Uma das formas de prevenção é confirmar a identidade da pessoa por outro canal antes de realizar qualquer transferência. A orientação é fazer uma ligação telefônica convencional, uma chamada de vídeo, ou quando possível, confirmar pessoalmente a solicitação. Também é possível entrar em contato com alguém próximo da suposta pessoa para verificar se o pedido é verdadeiro.
Para reduzir os riscos de golpe, o delegado orienta ativar a verificação em duas etapas no whatsapp, manter o aplicativo e o sistema operacional do celular atualizados e evitar clicar em links suspeitos ou baixar arquivos e aplicativos enviados por desconhecidos. Ele tambem alerta para a importancia de não expor senhas e de adotar cuidados semelhantes em e-mails e outros serviços de mensagens.
Caso a vítima perceba que realizou uma transferência para um golpista, a primeira providência deve ser entrar em contato com o banco para contestar a transação e tentar bloquear os valores. No caso de transferências via Pix, é possível solicitar à instituição financeira a análise para acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED).
Além disso, é importante guardar provas, como capturas de tela, mensagens e registros de conversas, e registrar um boletim de ocorrência. Essas informações podem ajudar a polícia a identificar padrões de atuação dos criminosos e contribuir para as investigações.
O delegado ressalta que a recuperação do dinheiro pode ser difícil, já que os valores podem ser rapidamente distribuídos entre diferentes contas. Por isso, a recomendação é agir o mais rápido possível, acionando tanto o banco, na tentativa de bloquear ou recuperar os recursos, quanto a polícia, para que os responsáveis possam ser identificados e investigados. Ouça a conversa completa!