Medo da violência altera a rotina de 57% dos brasileiros e afeta mais mulheres, aponta pesquisa
Ouça entrevista com o coordenador temático do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Leonardo Silva

Arma; munição; violência. Crédito: Aleksandar Little Wolf/Freepik
Recalcular percursos, evitar sair à noite e abandonar o uso do celular na rua tornaram-se estratégias de sobrevivência nas cidades. Nesta edição do "Segurança em Foco", o destaque é a notícia de que o medo da violência alterou a rotina de 57% dos brasileiros nos últimos 12 meses, segundo o relatório “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança”, divulgado no último domingo (10) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em parceria com o Datafolha. O levantamento mostra ainda que a sensação de insegurança atinge a maior parte da população: 96,2% dos entrevistados afirmam ter medo de ao menos uma situação de violência.
A adaptação rotineira tornou-se a principal resposta social à violência. Entre as mudanças mais drásticas estão, 36,5% dos brasileiros mudaram seus trajetos habituais e 35,6% deixaram de sair à noite. Ainda, de acordo com informações do relatório, o país vive sob um cálculo permanente de autoproteção, mas esse custo social é distribuído de forma desigual: mulheres e cidadãos das classes D/E enfrentam um medo mais intenso e abrangente.
Mulheres relatam mais medo em todas as situações, especialmente em relação à violência sexual e doméstica, enquanto homens aparecem mais vitimizados em crimes patrimoniais e de rua. Já as classes D/E estão mais expostas à violência interpessoal e territorial, enquanto as classes A/B sofrem mais com fraudes digitais e financeiras. Em entrevista à CBN Vitória, o coordenador temático do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Leonardo Silva, fala sobre o assunto. Ouça a conversa completa!