Percentual de estudantes de 13 a 17 anos que sofrem bullying sobe para 29,2% no ES

Ouça entrevista com a especialista em Educação, Juliana Santos

Publicado em 26/03/2026 às 10h59

Estudante, Ensino Médio. Crédito: Freepik

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com os Ministérios da Saúde e da Educação, apresenta um diagnóstico sobre a realidade de mais de 12,3 milhões de jovens entre 13 e 17 anos que estudam nas redes pública e privada no Brasil. Os dados mostram desafios em diferentes áreas como a infraestrutura escolar, violência dentro e fora da escola, saúde mental entre os estudantes e percepção da imagem corporal. A pesquisa entrevistou estudantes de 13 a 17 anos, das redes públicas (84,3%) e privada (15,7%) do 7° ao 9° ano do Ensino Fundamental e do 1° ao 3° ano do Ensino Médio.

Segundo a PeNSE (Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar) 2024, no Espírito Santo, mais de um quarto dos estudantes vivenciaram situações de bullying. Comparando as edições de 2019 e 2024 da pesquisa, percebe-se um aumento do percentual de estudantes que declararam ter sofrido bullying, subindo de 23,3% (2019) para 29,2% (2024). Entre as meninas (32,2%), esse percentual é mais alto do que entre os meninos (26,3%).

A aparência do rosto ou do cabelo (31,2%) e a aparência do corpo (29,4%) são os principais motivos de terem sofrido bullying citados pelos escolares em 2024. Os dados da edição de 2024 da pesquisa revelaram que o cyberbullying atingiu 13,0% dos estudantes de 13 a 17 anos no Espírito Santo, sendo as meninas (16,2%) mais afetadas do que os meninos (9,8%).

Quando considerado o “sentimento em relação ao próprio corpo”, do total de estudantes do grupo etário de 13 a 17 anos, em 2024, no Espírito Santo, 58,1% se declararam ‘muito satisfeitos’ ou ‘satisfeitos’ com a própria imagem corporal; 28,6% se disseram ‘muito insatisfeitos’ ou ‘insatisfeitos’ e 12,9% alegaram ‘indiferença’.

Em 2019, o percentual de satisfação com a imagem corporal estava em 66,8%; o que representa uma queda de 8,7 pontos percentuais (p.p.) em comparação à pesquisa em 2024 (58,1%).

Em 2024, as estimativas de tempo de atividade física acumulada dos estudantes de 13 a 17 anos no estado mostraram que 10,6% deles são inativos; 57,5% insuficientemente ativos e 30,5% considerados ativos.

Cerca de 47,2% dos escolares pesquisados no estado apresentaram tempo de comportamento sedentário (tempo de permanência sentado ou deitado assistindo televisão, usando celular, computador, tablet ou videogame) diário superior a três horas.

Segundo a pesquisa, em 2024, no estado, o sentimento de que a vida não vale a pena ser vivida era maior entre escolares do sexo feminino (25,9%) na comparação com o masculino (11,5%).

No Espírito Santo, em 2024, o percentual de estudantes entre 13 e 17 anos que sentiram vontade de se machucar de propósito foi de 32,7%. Entre sexos, é notável a diferença entre meninas (46,7%) e meninos (18,9%).

Nesta edição do "Segurança em Foco", a especialista em Educação, Juliana Santos, fala sobre o assunto. Ouça a conversa completa!

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