Violência não é "só" agressão física: pode ser psicológica, sexual e patrimonial, alerta Defensoria
Ouça entrevista com a coordenadora de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres, Fernanda Prugner

Feminicídio, violência contra a mulher. Crédito: Freepik
No mês em que se recorda o Dia Internacional das Mulheres, em 8 de março, um alerta da Defensoria Pública do Espírito Santo aponta para as diversas formas de violência que a mulher pode ser submetida. A violência contra a mulher não é "só" a agressão física. No Estado, aponta a instituição, um homem foi preso, por exemplo, após usar até transferências via Pix para ameaçar a ex-companheira no Espírito Santo. Se o “não aceitar o fim” envolver perseguição, ameaças, ligações ou controle de onde você vai, isso deixa de ser apenas uma dificuldade emocional e passa a ser violência. Entre essas formas de violência estão a psicológica, sexual, patrimonial e moral.
A Defensoria alerta que "xingar, humilhar, ameaçar, controlar, isolar ou forçar relações, mesmo dentro de um relacionamento, é violência". "Não se engane: te impedir de trabalhar, estudar ou controlar seu próprio dinheiro também é violência contra a mulher", aponta. Para a segurança e sigilo das vítimas, a Defensoria Pública do Espírito Santo disponibiliza o Click Delas, um formulário para solicitação de medidas protetivas de forma online, gratuita e sem sair de casa. Este é o assunto em destaque nesta edição do "Segurança em Foco". Quem fala sobre o assunto é a defensora pública e coordenadora de Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres, Fernanda Prugner.