TRE-ES prepara 10.790 urnas para 2° turno das eleições

Ouça entrevista com o chefe da Seção de Logística de Urnas e Voto Informatizado, Alfredo Andrade

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 16/10/2026 às 10h10

Urna eletrônica, Eleições. Crédito: Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) prepara 10.790 urnas eletrônicas para o segundo turno das Eleições 2026, marcado para o domingo, 25 de outubro, quando os capixabas voltam às urnas para escolher governador e presidente da República. O trabalho começou na terça-feira (13) e vai até sábado (24), em todas as zonas eleitorais. As urnas usadas no primeiro turno foram lacradas, tiveram a mídia retirada e seguiram para o cartório, com os dados preservados e agora passam por revisão completa.

Cada uma recebe um pen drive do segundo turno, que indica os cargos e os candidatos que vão aparecer para o eleitor. No dia da votação, a identificação do eleitor segue o mesmo critério, com documento com foto, conferência da fotografia na tela do mesário e biometria, com até quatro tentativas de leitura. Quem não tiver a digital reconhecida não deixa de votar, mas o mesário precisa digitar o ano de nascimento informado pelo eleitor e registrar a própria digital na urna.

Segundo o TSE, 141,3 milhões de eleitores no país, ou 89,01% do eleitorado, têm biometria cadastrada. No Espírito Santo, o percentual é de 72,39%, segundo dados de julho de 2026, um dos menores índices do país.

Um edital convoca as instituições para acompanhar a preparação. A urna precisa apenas de uma atualização para exibir os candidatos do segundo turno: o aplicativo do segundo turno lê o pen drive e filtra apenas os candidatos que seguem na disputa.

Durante a preparação, os técnicos verificam o funcionamento do visor, do teclado, da impressora, do leitor biométrico, dos avisos sonoros e das baterias, e a urna passa por testes internos do próprio sistema. Para as urnas novas que entram na preparação, há também um teste de sistema durante a cerimônia. Cada urna recebe uma nova mídia de resultados, zerada, que vai gravar os votos depois do fim da votação, às 17h do dia 25.

Os lacres são colocados durante a cerimônia e assinados pelos presentes, e as urnas são entregues. A urna só libera a votação no domingo, como em uma contagem regressiva, e pequenos ajustes podem ser feitos sem trocar o lacre. Algumas urnas podem apresentar defeito na semana anterior ao segundo turno, e nesses casos são substituídas e depois consertadas.

A urna confere se a digital é a que está cadastrada no sistema da Justiça Eleitoral. Quando a biometria não é identificada, o mesário atesta que aquele eleitor votou sem ela e não pode liberar o voto de qualquer pessoa, explica Alfredo. Em caso de contestação, fica registrado quem liberou o voto. É a biometria que impede, por exemplo, que o mesário vote no lugar de alguém que não compareceu. Segundo o TSE, a digital da última tentativa do eleitor também é gravada e transmitida ao tribunal, o eleitor assina o Caderno de Votação e qualquer ocorrência fora do padrão é anotada em ata. Em entrevista à CBN Vitória, o chefe da Seção de Logística de Urnas e Voto Informatizado do TRE-ES, Alfredo Andrade, fala sobre o assunto. Ouça a conversa completa!

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