Alerta! Seis pessoas já morreram de febre maculosa este ano no ES
Ouça detalhes na entrevista com o subsecretário de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso
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Fernanda Queiroz
fcastro@redegazeta.com.br
Febre Maculosa. Crédito: Pixabay
Alerta da Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa) sobre a febre maculosa. Nesse ano já foram confirmados 14 casos e 6 (seis) óbitos da doença nos municípios de Mimoso do Sul, Cachoeiro de Itapemirim, Baixo Guandú, Água Doce do Norte, Boa Esperança e Castelo. Em todo 2025 foram confirmados 19 casos de febre maculosa no Espírito Santo, com três óbitos pela doença.
Segundo informações do Ministério da Saúde, a febre maculosa é uma doença infecciosa febril aguda e de gravidade variável. Ela pode variar desde as formas clínicas leves e atípicas até formas graves, com elevada taxa de letalidade. A febre maculosa é causada por uma bactéria do gênero Rickettsia, transmitida pela picada do carrapato. No Brasil duas espécies de riquétsias estão associadas a quadros clínicos da doença.
Ainda, de acordo com o Ministério, "o tratamento oportuno da febre maculosa é essencial para evitar formas mais graves da doença e até mesmo a morte da pessoa. O tratamento está disponível no SUS. Assim que surgirem os primeiros sintomas, é importante procurar uma unidade de saúde para avaliação médica. O tratamento é feito com antibiótico específico. Em determinados casos, pode ser necessária a internação da pessoa. A terapêutica é empregada por um período de 7 dias, devendo ser mantida por 3 dias, após o término da febre. A falta ou demora no tratamento pode agravar o caso podendo levar ao óbito".
Em entrevista à CBN Vitória, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso, fala sobre o assunto. Os sintomas iniciais da febre maculosa surgem repentinamente, de 2 a 14 dias após a picada do carrapato e incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dor muscular, náuseas e vômitos. Entre o 3° e 5° dia, podem aparecer manchas vermelhas características, especialmente nas palmas das mãos e solas dos pés.