Capixaba relata como é a cultura e a vida de quem vive no Irã
O advogado Leonardo Maioli esteve entre os últimos meses de dezembro e janeiro no país persa
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Fernanda Queiroz
fcastro@redegazeta.com.br
Estreito de Ormuz, no Irã, onde passa maioria da produção mundial de petróleo. Crédito: Imagem de Satélite/Google Maps/Reprodução
A tensão na geopolítica mundial e os desdobramentos de um conflito histórico e complexo. A Guerra no Irã teve início oficialmente em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o país. O presidente americano, Donald Trump, e o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, disseram ter iniciado a operação para se proteger ante o potencial do programa nuclear iraniano. Em resposta, o regime persa retaliou com bombardeios no território de Israel e em bases americanas nas nações vizinhas.
Mais recentemente, o encerramento das negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã sem um acordo, na capital paquistanesa, Islamabad, colocou em dúvida a possibilidade de se alcançar uma paz duradoura entre os dois países. Apesar das narrativas de vitória, no entanto, os dois lados contabilizam perdas e ganhos assimétricos em áreas estratégicas, políticas, econômicas e, principalmente, militares.
Um pouco antes do início deste conflito, entre dezembro de 2025 e janeiro deste ano, o advogado Leonardo Maioli, natural de Guarapari, no Espírito Santo, passou cerca de dezessete dias vivendo no Irã e relata, nesta entrevista à CBN Vitória, o que viu por lá. "Eu, desde criança, sempre fui um apaixonado por Geografia, História, era um menino da 'roça', como eu digo, que ficava brincando com atlas. E sempre tive o interesse de conhecer o Irã, pela riqueza da sua história, a influência persa. Fui influenciado pelas aulas de Geografia. Foi uma viagem programada", conta.