Dos bebês aos idosos: como a música impacta o cérebro humano?
Quem explica é o neurologista Renan Domingues
-
Fernanda Queiroz
fcastro@redegazeta.com.br
Cérebro, neurologia. Crédito: Freepik
A música é uma ferramenta poderosa para o cérebro. Antes de mesmo de nascer, o bebê já é capaz de ouvir o canto da mãe na barriga. Quando crescemos, nossas vidas ficam marcadas por uma música que recorda um momento feliz, triste, uma despedida, uma história de amor. No fim da vida, pacientes com Alzheimer, por exemplo, mesmo em meio às limitações, podem se recordar de trechos de músicas cantadas por um familiar. Em resumo, a música transforma o cérebro, as emoções e comportamento. Esta é uma das constatações trazidas pelo médico neurologista, Renan Barros Domingues. Ele é o autor do livro "O Cérebro Musical: A Neurologia da Música", que será lançado nesta semana.
O médico, que também é músico (sua história está ligada ao violão clássico, desde os sete anos de idade), explica que a música é captada pelos humanos por meios dos circuitos de audição, conectadas a diversas áreas do cérebro. As ondas sonoras, tipos de energia mecânica chegam ao aparelho auditivo e são transformadas em energia elétrica. Essa capacidade humana de processar a música permite, ele explica, gerar diferentes emoções, como a alegria, tristeza, êxtase.
Ficha Técnica:
"O Cérebro Musical: A Neurologia da Música"
Autor: Renan Barros Domingues
Disponível em breve em: www.atheneu.com.br e livrarias