Entenda como funcionará a Base Nacional de Celulares Roubados ou Furtados
Quem explica é o secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas
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Fernanda Queiroz
fcastro@redegazeta.com.br
celulares roubados . Crédito: Fernando Madeira e Pexels
A Secretaria Nacional de Segurança Pública vai ampliar o projeto "Celular Seguro" com a criação de uma Base Nacional de Celulares Roubados ou Furtados, uma estrutura tecnológica voltada ao monitoramento, em tempo real, de aparelhos subtraídos em todo o Brasil. A medida, defende o Ministério da Justiça, permitirá respostas mais rápidas das forças de segurança e dos sistemas de proteção ao cidadão.
De acordo com o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, o ministério vai requisitar aos 26 estados e ao Distrito Federal os boletins de ocorrência (BOs) por furto e roubo de celular a partir de 2022. De posse dos BOs, o ministério vai criar um banco de dados com todos os celulares. Em seguida, serão disparadas mensagens de texto informando que aquele aparelho tem registro de furto ou roubo e determinando que seja levado a uma delegacia.
Ao registrar o Boletim de Ocorrência, o sistema poderá identificar e impedir o uso do aparelho por outra pessoa, além de dificultar o acesso a dados e contas vinculadas. A medida vai reforçar a proteção do cidadão e reduzir o valor do aparelho celular para o crime.
Ainda, segundo informações do Ministério, "a iniciativa representa uma evolução do atual cadastro nacional porque transforma a ferramenta em uma base dinâmica e integrada. A base poderá acompanhar não apenas o registro do roubo ou furto, mas também atualizações sobre recuperação, localização e bloqueio do aparelho".
A nova base vai operar com integração automática de dados do aplicativo Celular Seguro, dos registros de ocorrência das Unidades da Federação e dos sistemas estaduais já existentes. Não haverá necessidade de inserção manual de informações pelos estados. Em entrevista à CBN Vitória, ele fala sobre o assunto. Ouça a conversa completa!