Estudos em sensores em fibra óptica colocam professor da Ufes entre os mais influentes do mundo!

Ouça entrevista com o professor Arnaldo Leal Júnior, do departamento de Engenharia Mecânica

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 28/11/2025 às 10h53

 fibra óptica . Crédito: Luiz Gonçalves

Nesta edição do "CBN Universidade", o trabalho em destaque é o realizado pelo professor Arnaldo Leal Júnior, do departamento de Engenharia Mecânica na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Pelo quarto ano, Leal aparece na lista dos cientistas mais influentes do mundo. O levantamento é realizado pela Universidade de Stanford, dos Estados Unidos e divulgado no final de setembro deste ano. E qual é a linha de estudo do professor? O destaque vem da robótica e dos sensores em fibras ópticas, um meio de transmissão de dados que utiliza filamentos de vidro ou plástico para transportar sinais de luz rapidamente.

Ele explica. "No meu caso, trabalhamos com a utilização de fibras ópticas como sensores para medição de diferentes parâmetros, temos aplicações desde medição de qualidade da água até em sistemas de aplicação de forças usando luz e sensores vestíveis para monitoramento de pessoas. Neste último caso, os sensores são incorporados em roupas e utilizados para análise de movimentos, medição de taxa de respiração, batimento cardíaco e até na estimativa de atividades, para monitoramento remoto de pacientes", explica.

Em sua trajetória, o professor defendeu a tese intitulada "Polymer Optical Fiber Sensors for Healthcare Devices: From the Material Analysis to Practical Applications" (em português, Sensores de fibra óptica para equipamentos de saúde: da análise de materiais às aplicações práticas). “O estudo trata de sensores em fibra óptica de plástico. Abordamos as caracterizações e efeitos do material”. Foram criados modelos de sensores de temperatura, umidade, deformação, ângulo, batimento cardíaco, oximetria (medição do índice de oxigênio no sangue) e taxa de respiração. O uso desse material permite maior flexibilidade, sensibilidade, elasticidade e resistência a impactos.

E sobre aparecer na lista? "Fiquei feliz em ser incluído, é um reconhecimento muito gratificante do trabalho desenvolvido há anos. Esse reconhecimento contribui muito para visibilidade local e internacional das pesquisas feitas na Ufes. A lista é atualizada anualmente e vemos que a cada ano o número de pesquisadores da Ufes na lista só aumenta, algo muito gratificante para todos nós e demonstra a educação pública de qualidade que temos no nosso Estado", explica. Ouça a conversa completa!

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