'Memória da vítima não foi apagada, mas é impossível não sentir indignação com morosidade', diz juiz que atuou com Alexandre
Ouça entrevista com o juiz e professor, Carlos Eduardo Ribeiro Lemos
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Fernanda Queiroz
fcastro@redegazeta.com.br
Carlos Eduardo Lemos, Juiz. Crédito: Ricardo Medeiros
Colega do juiz Alexandre Martins de Castro Filho na Vara de Execuções Penais à época do assassinato, o juiz Carlos Eduardo Ribeiro Lemos afirmou que a condenação do também magistrado Antônio Leopoldo Teixeira representa o fechamento de um ciclo, mas deixa críticas à morosidade do sistema judiciário brasileiro. "A memória da vítima não foi apagada pelo tempo. Um julgamento que demora 23 anos é impossível não sentir indignação. É uma ferida institucional brasileira".
Acusado de ser um dos mandantes da morte de Alexandre Martins, o juiz aposentado Antônio Leopoldo foi condenado pelo Pleno do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) nesta quinta-feira (12) a 24 anos de prisão em regime fechado e também à perda do cargo e vencimentos. Junto com Alexandre Martins, Carlos Eduardo foi integrante da missão especial de combate ao crime organizado, designada pelo Ministério da Justiça em 2002. E dividiu a autoria com Alexandre Martins de Castro Filho de uma denúncia de corrupção e venda de sentenças no sistema prisional capixaba, envolvendo autoridades e presos, com desvio de verbas e favorecimentos, e que culminou no assassinato de Alexandre, em 2003.