Ricardo promete reduzir homicídios e aumentar remuneração de professores
O adversário Pazolini alegou compromisso de campanha no interior do ES e não compareceu ao debate. Ouça!

Candidato à reeleição, Ricardo Ferraço . Crédito: Arte A Gazeta
Candidato à reeleição na corrida pelo Palácio Anchieta, Ricardo Ferraço (MDB) afirmou que planeja aumentar a remuneração dos professores, bem como o tempo de planejamento dos profissionais. E também colocou entre as metas para os primeiros 100 dias de mandato a redução dos índices de criminalidade, com reforço de policiamento nas ruas. As promessas foram feitas durante entrevista em A Gazeta e CBN Vitória, que originalmente foi organizada como um debate entre os candidatos ao governo do Espírito Santo no segundo turno.
A entrevista se transformou em uma entrevista de 20 minutos devido à ausência do candidato Lorenzo Pazolini (Republicanos), que faltou ao debate alegando cumprimento de agenda no interior do Estado. Na área da educação, Ricardo Ferraço ressaltou os índices alcançados pelo Estado na educação básica, mas ponderou que os salários dos professores ainda precisam acompanhar essa evolução. O Espírito Santo ocupa, atualmente, a primeira posição na Região Sudeste e está entre as três melhores redes públicas de ensino do país, contudo figura em 12º lugar no ranking nacional de remuneração docente. Para corrigir esse descompasso, o candidato prometeu abrir canal de diálogo com a categoria para reajustar salários e expandir a carga horária dedicada ao planejamento pedagógico. "Nós somos hoje uma das três melhores 'Educação pública' do Brasil. Na Região Sudeste, estamos em primeiro lugar, mas reconheço que nós precisamos avançar ainda muito mais na valorização, no fortalecimento, na remuneração dos nossos professores, porque nós somos uma das três melhores 'Educação' do Brasil, mas quando a gente olha para a remuneração dos nossos professores, nós estamos em 12º lugar", afirmou.
Durante a entrevista, Ricardo Ferraço lamentou a ausência de Lorenzo Pazolini no confronto direto de ideias, classificando a decisão do concorrente como desrespeito ao eleitorado capixaba. Quando questinado sobre o que deixa para trás e faria diferente em um eventual novo mandato, criticou diretamente o adversário nas urnas. "Quem quer ser governador tem que ter foco no trabalho, na capacidade de gestão e na capacidade de diálogo, liderando e governando para todos e não para aquelas e para aqueles que pensam igual a você. Desejo continuar governando o Estado do Espírito Santo para muito além das redes sociais, para muito além do interesse e do propósito de obter likes", afirmou.