Supermercados fechados aos domingos a partir de março no ES; entenda

A decisão vale, pelo menos, até 31 de outubro deste ano, quando as categorias voltarão a discutir as regras da Convenção Coletiva de Trabalho

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 09/02/2026 às 11h21

Compras no supermercado. Crédito: Pixabay

O próximo mês será de mudanças na rotina do comércio no Espírito Santo e para os clientes. Os supermercados do Estado voltarão a fechar aos domingos a partir de 1º de março de 2026. A decisão vale, pelo menos, até 31 de outubro deste ano, quando a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES) e o Sindicato dos Comerciários voltarão a discutir as regras da Convenção Coletiva de Trabalho. A convenção coletiva não determina, em si, a proibição de abertura, mas regulamenta as regras de trabalho. As mudanças estão relacionadas com o labor do funcionário, ou seja, ao trabalho. As explicações da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps).

Na prática, mercearias familiares e pequenos mercados – em que o atendimento e serviços são realizados pela família – poderão abrir. O que está impedido são os comerciários de trabalharem aos domingos. A Acaps lembra que os supermercados já não abriram aos domingos em outros momentos no Espírito Santo, como ocorreu há oito anos. 

O vice-presidente da Acaps, Luiz Coutinho, explica o assunto. "Essa convenção contempla todo o estado do Espírito Santo e, com efeito mais forte, na Grande Vitória. Já que no interior, exceto Cachoeiro de Itapemirim, já não funcionvam aos domingos, devido a acordos regionais. Ele aconteceu em função de uma necessidade dos trabalhadores do comércio pleiteando uma folga aos domingos. Em entrevista à CBN Vitória, ele detalha o assunto. 

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Para o diretor de Finanças e Administração do Sindicato dos Comerciários do Espírito Santo, Jean Cabidelle, a mudança é positiva para o trabalhadores. "Já tivemos essa experiência aqui no Estado, há oito anos, e podemos dizer que o trabalhador sai beneficiado, pelo domingo de folga, quando ele também quer ficar com a sua família, tendo o seu lazer, como qualquer outro trabalhador".

Ele lembra que a experiência, a partir da nova convenção, aparece em meio à discussão nacional do fim da jornada de trabalho 6X1. "A pauta da saúde mental do trabalhador também precisa ser colocada em discussão e é algo que a gente tem visto muito, nos últimos anos junto ao nosso sindicato. É um novo momento da realidade do trabalho no Brasil", defende. Ouça a conversa completa!

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