Uso da água em estado de atenção: o que muda para o consumidor no ES?
Ouça entrevista com o gerente de Monitoramento Hidrológico da Agerh, Geovane Sartori
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Fernanda Queiroz
fcastro@redegazeta.com.br
água . Crédito: Pixabay
A Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh) publicou, na última semana, uma resolução que aponta "estado de atenção" para o uso da água no Espírito Santo. A medida possui caráter preventivo diante da queda na vazão dos principais rios do Estado. A resolução determina às companhias públicas e privadas e aos serviços autônomos municipais de água e esgoto medidas como adotar e implantar, "de forma imediata, medidas para incentivar a população a reduzir o consumo médio diário de água, incluindo programas de incentivo ao uso de dispositivos economizadores (redutores de vazão, chuveiros e sanitários de baixo consumo)".
Outros pontos trazidos são que "intensifiquem as ações de redução de perdas hídricas e agilizem o tempo de atendimento a solicitações de reparos e denúncias de vazamentos". Para o consumidor, a sugestão é que se aplique uma economia estimada entre 20 e 30% do consumo atual.
A agência recomenda às prefeituras que, em regime de urgência, adaptem seus Códigos de Posturas, proibindo e sujeitando à aplicação das penalidades cabíveis práticas de desperdício de água, com lavagem de vidraças, fachadas, calçadas, pisos, muros e veículos com o uso de mangueiras, substituindo por métodos de limpeza a seco ou com uso de baldes; rega de gramados e jardins durante o dia, incentivando a rega apenas durante as primeiras horas da manhã ou à noite, quando a evaporação é menor; resfriamento de telhados com umectação ou sistemas abertos de troca de calor; e umectação de vias públicas e outras fontes de emissão de poeiras, exceto quando a fonte for o reuso de águas residuais tratadas. Em entrevista à CBN Vitória, o gerente de Monitoramento Hidrológico da Agerh, Geovane Sartori, fala sobre o assunto.