Como reconhecer um AVC e o que está em jogo nos primeiros momentos!
Quem fala sobre o assunto é o neurologista e coordenador da Unidade de AVC do Hospital Estadual Central, José Antonio Fiorot Junior.

AVC: a importância da prevenção da doença. Crédito: Imagem: Explode | Shutterstock
No último dia 29 de outubro foi recordada a data do Dia Mundial do AVC (Acidente Vascular Cerebral). A data, aponta o Ministério da Saúde (MS), busca conscientizar a população sobre a doença, que é considerada uma das maiores causas de morte e incapacidade adquirida em todo o mundo. O Acidente Vascular Cerebral é a causa mais frequente de óbito na população adulta no Brasil e consiste no diagnóstico de 10% das internações hospitalares públicas, segundo dados do Ministério. Este é o assunto em destaque nesta edição do "Vida Longa CBN". Quem fala sobre o assunto é o médico neurologista e coordenador da Unidade de AVC do Hospital Estadual Central, José Antonio Fiorot Junior.
Ele explica que o AVC pode atingir pessoas de diferentes idades, mas alguns fatores aumentam o risco de desenvolver a doença. Entre os principais estão pressão alta, diabetes, colesterol elevado, obesidade e sedentarismo. O problema pode ser de dois tipos: isquêmico, quando uma artéria que leva sangue ao cérebro fica entupida, ou hemorrágico, quando há o rompimento de um vaso sanguíneo. Segundo o neurologista Fiorot, o envelhecimento e as doenças cardíacas também estão entre os fatores de risco. Ele explica que o aumento de casos em pessoas mais jovens pode estar relacionado à exposição precoce a hábitos prejudiciais à saúde e ao maior acesso aos exames que permitem identificar a doença.
Entre os principais sinais de alerta estão a boca torta, a fraqueza em um lado do corpo e a dificuldade para falar. Os sintomas costumam aparecer de forma repentina e exigem atendimento imediato. De acordo com o neurologista, em casos de AVC isquêmico, cerca de dois milhões de neurônios podem morrer a cada minuto enquanto a artéria permanece entupida. Por isso, a orientação é ligar para o SAMU, pelo telefone 192, assim que houver suspeita. Também é importante informar o horário em que os sintomas começaram e, se possível, os medicamentos e doenças que a pessoa apresenta. O diagnóstico depende de exames, como a tomografia, que permite identificar o tipo de AVC e definir o tratamento.
As sequelas podem variar de acordo com a região do cérebro atingida e incluem dificuldades para andar, falar, engolir e manter o equilíbrio. A recuperação costuma ser mais intensa nos primeiros 90 dias após o AVC. Quem já teve a doença também apresenta maior risco de sofrer um novo episódio, principalmente nos primeiros dias e meses. Por isso, o acompanhamento com neurologista, o uso correto dos medicamentos e as consultas regulares são fundamentais para reduzir esse risco. Ouça a conversa completa!