Tem idade para correr? Saiba como a atividade melhora o corpo humano
Nesta edição do Vida Longa, conheça duas histórias inspiradoras sobre a corrida

Carlos Gusmão A corredora Cleusa Stofaleti Uenak. Crédito: Divulgação I Montagem
Nesta edição do "Vida Longa CBN", o assunto em destaque é a prática da corrida de rua no dia a dia – atividade que vem ganhando, cada vez mais adeptos no Brasil. Na próxima semana, a Maratona de Vitória vai reunir mais de 8.500 atletas nos dias 29 e 30 de agosto (sábado e domingo), em provas de 5k, 10k, 21k, 42k, além de uma Maratoninha Kids. O professor de Educação Física e ultramaratonista, Carlos Gusmão, vai fazer o percurso de 42k (a maratona é uma corrida realizada na distância oficial de 42,195 km). Ele acumula uma trajetória de destaque nas ultramaratonas, com participações em competições nacionais e internacionais.
A relação de Carlos com o esporte começou ainda na infância. Ele praticou diferentes modalidades em clubes de Vitória, competiu em nível nacional e chegou a atuar no futsal. Depois de passar um período afastado das atividades físicas, reencontrou o esporte no início dos anos 2000, quando um amigo o convidou para treinar triatlo. Em 2004, concluiu sua primeira maratona. A experiência despertou uma paixão pelas ultramaratonas -- provas disputadas em distâncias muito superiores aos tradicionais 42km da maratona.
Em 27 de setembro, ele corre a "Spartathlon", considerada uma das ultramaratonas mais difíceis do mundo, na Grécia, com 246k, entre Atenas e Esparta, indo representar o Brasil, pela oitava vez. Ele é o brasileiro que mais fez essa ultramaratona. São 36 horas para concluir o percurso.
A distância de 5 km costuma ser a porta de entrada para quem deseja começar a correr. Mas quanto tempo é necessário para se preparar? É preciso investir muito dinheiro? Como evitar os erros mais comuns? Ele explica.
Quem também participa da conversa é a corredora Cleusa Uenaka, a dona Cleusa, de 76 anos. Natural de São Paulo, ela vem pro Espírito Santo e vai correr os 5k na programação da Maratona. Cleusa começou correr aos 70 após um desafio "simples" – percorrer 1k por dia – e hoje soma quilômetros de inspiração. Cleusa vai correr os 5k no sábado (29) e atualmente compartilha sua rotina de corridas, com mais de um milhão de seguidores no Instagram.
Após enfrentar uma leucemia, ela encontrou na corrida uma forma de recomeçar. "A minha corrida começou há cinco anos, comecei na caminhada. Vim de uma cama de hospital, com 10 mil unidades de plaquetas. O diagnóstico foi de leucemia. Ali vi que precisava de recomeçar ou mudar o foco da minha mente, caso contrário não ia sair do hospital. Mudei toda minha vida. Sai do hospital e mudei a alimentação. Troquei o carro pela bicicleta. Parei de tomar refrigerante. Passei a ver a natureza e desacelerar. Na época, assisti a uma 'live' na Internet em que o desafio era correr um quilômetro por dia, a cada trinta (30) dias. Lá fui eu", conta."No primeiro dia, cai, machuquei. As pessoas passavam e falavam: 'olha a vovó correndo ali', achavam que eu não ia conseguir. Eu não desisti, me desafiei. Comecei caminhando e avancei, 2, 4, 5k".
Ela conta que, jovem, na adolescência, tinha um histórico de fazer exercício físico. Mas, com o passar do anos, casamento, filhos, "passei a cuidar de 'todo' mundo e esqueci de mim. "Recebi até o diagnóstico de depressão. Um médico me disse: 'Faça algo que te faça feliz'", conta. Saindo do hospital, ela foi fazer um supletivo de segundo grau. Então, começou uma nova vida. "Coloque o pé pra fora de casa, veja o verde, comece a caminhar por 10 minutos, que seja. A cabeça é quem manda na gente", conta. Ouça a conversa completa!