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Na quarentena, fique atento ao excesso de "mimos" para os pets

As dicas são da comentarista Tatiana Sacchi

Cão e gato
Cão e gato
Foto: chendongshan/Thinkstock

Nesta edição do Clube Pet CBN a comentarista Tatiana Sacchi traz um importante alerta aos tutores: cada vez mais nossos animais de estimação são tratados como membros da família e até como “filhos de quatro patas”. Como muitas pessoas veem o animal apenas à partir da nossa perspectiva humana, é comum serem atribuídos aos animais sentimentos, características e até necessidades que não são deles e sim dos seres humanos. Isso ocorre principalmente com cães e gatos e essa humanização pode ocorrer na esfera psicológica, física ou em ambas e em diferentes graus e que podem ser desde inofensivas a até bastante preocupantes para o animal. 

Tatiana explica que a humanização física ocorre quando se oferece “mimos” ou “coisas” para um animal, da qual ele não tem e nunca terá necessidade. Pode ser um carrinho de bebê, uma joia, tratamentos estéticos desnecessários como unhas pintadas e coloração de pelagem, guarda-roupa completo, fraldas, festa de aniversário ou ofurô. Já a humanização psicológica se refere ao excesso de atenção e apego, às concessões e permissões para que o animal faça tudo o que desejar, a substituição do afeto das pessoas pelo afeto do animal, entre tantas outras. Confira as explicações:

DICAS PARA FICAR ATENTO:

- "Essa humanização excessiva é prejudicial aos animais, causando transtornos físicos e psicológicos à medida que descaracteriza a espécie, a personalidade do animal e muitas vezes, desrespeita suas necessidades básicas. Ela gera problemas de comportamento, criando animais dependentes, mimados, agressivos, antissociais, além de problemas de saúde como obesidade. No caso dos humanos, idealizar a relação com o animal ou esperar dele um comportamento que não é da sua natureza pode indicar dificuldade dessa pessoa em se relacionar com outras, em estabelecer vínculos afetivos e ter vida social. Um animal pode nos dar coisas que um ser humano não nos dá, mas nunca irá e nem deve substituir as relações humanas", explica Tatiana;

- "Qualquer pessoa que defenda o bem-estar animal e a relação benéfica entre animais e pessoas, deve ter em mente os conceitos de posse responsável, atendendo as necessidades básicas de cada espécie, para que as relações sejam as mais saudáveis e prazerosas possíveis. Humanizar faz parte da nossa natureza, mas os excessos são sempre prejudiciais. O mais importante na relação homem-animal, é que os nossos animais sempre nos amarão e nos serão fiéis por aquilo que somos, independentemente de raça, cor, credo, posição social e independente de qualquer mimo que lhes forem oferecidos";

- "Um animal, para ser feliz e saudável, necessita ter suas básicas atendidas: boa alimentação, ambiente propício, brinquedos, atividade física, visitas regulares ao veterinário. Ele não precisa de roupas de grife, carros sofisticados, eventos sociais, ser pintados de cor-de-rosa, tomar banho de ofurô ou comer panetone. O que ele realmente quer é ser companheiro fiel, estando ao lado da pessoa que o escolheu, sendo amado e vivendo com dignidade, de acordo com as características da sua espécie";

- "Se você tem dúvidas se está tratando seu animal da forma adequada ou se gostaria de melhorar sua relação com ele, sem excesso de humanização, pode seguir o 'Conceito das 5 Liberdades' que garantem as condições para que os animais tenham bem-estar físico e psicológico: 

1) Liberdade de sede, fome e má-nutrição

2) Liberdade para expressar o comportamento natural da espécie

3) Liberdade de dor e doença

4) Liberdade de desconforto

5) Liberdade de medo e de estresse. 

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