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Os cuidados com as queimaduras por água-viva nas praias

Orientação para limpeza do local da queimadura é água do mar e vinagre, e nunca usar água doce no ferimento

O verão é a época de maior movimento nas praias e, por isso, mais propícia a queimaduras por água-viva. Em caso de acidentes com esses animais aquáticos, o Centro de Atendimento Toxicológico do Espírito Santo (Toxcen) orienta sobre como tratar a queimadura. Em entrevista ao programa CBN Cotidiano, o coordenador do Toxcen, Nixon Sesse, explica que ao entrar em contato com a pele humana, a água-viva libera um veneno por meio de seus tentáculos. Os tentáculos da água-viva, mesmo quando ela está morta, podem aderir à pele e provocar lesões.

"O veneno pode causar, na maioria das vezes, reações leves, como urticária e queimaduras locais dolorosas que podem durar de 30 minutos a uma hora. Reações graves podem surgir ocasionalmente, com sintomas como dor de cabeça, mal-estar, náusea, vômitos, dificuldade respiratória e arritmia cardíaca. Nestes casos, é imprescindível buscar atendimento médico em um serviço de saúde".

Ao sofrer a queimadura, o banhista deve manter a calma e tentar sair da água o mais rápido possível para não correr o risco de afogamento em caso de ocorrer reações graves por causa da toxina. Além disso, não deve tentar remover os tentáculos na pele com as próprias mãos, melhor usar uma pinça, por exemplo.

O local da queimadura deve ser lavado abundantemente apenas com a água do mar, ou vinagre - nunca água doce. Uma medida que deve ser evitada é passar pomadas ou qualquer outra substância na região atingida, o que pode aumentar a lesão.

Ouça as explicações completas:

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