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Cerveja contaminada: entenda a intoxicação por dietilenoglicol

Substância é apontada como causadora de síndrome que deixou 17 pessoas internadas, sendo um capixaba em estado grave

Cerveja Belorizontina
Cerveja Belorizontina
Foto: Reprodução

Os casos notificados por intoxicação pela substância dietilenoglicol em amostras da cerveja Belorizontina, da cervejaria Backer, tem causado preocupação. A substância levou uma pessoa à morte e outras 17 ao hospital, entre elas um capixaba. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, a substância foi encontrada no sangue de vítimas, em amostras da cerveja de três lotes, e em um tanque de armazenamento do fluido de refrigeração, na fábrica da empresa. Em entrevista à Rádio CBN Vitória, Fernando Fontes, professor de Química da Universidade Vila Velha (UVV) e mestre em Química Orgânica, explica que substância é de uso da indústria para refrigerar líquidos, mas que nunca deve entrar em contato com a bebida a ser ingerida, por exemplo.

"O Dietilenoglicol é um fluido utilizado nas "serpentinas" refrigeradoras no preparo da cerveja. Não entra em contato em nenhum momento do preparo, sendo substância orgânica e sintética utilizada para manter o líquido refrigerado, contudo sem congelar", pontua.

Questionado se uma vez contaminada, a bebida apresentaria alguma característica perceptível, o professor explica que seria muito difícil essa identificação. "Ela possui cheiro muito fraco, imperceptível. E ainda é incolor, gosto imperceptível", explica.

Ouça a entrevista completa:

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