Notícia

87% das pequenas empresas do ES não conseguem crédito para negócios

Em entrevista ao CBN Cotidiano nesta quinta-feira (21), o superintendente do Sebrae no Espírito Santo, Pedro Rigo, detalhou o cenário econômico

Dinheiro
Dinheiro
Foto: Pixabay

Em meio aos efeitos da pandemia do novo coronavírus na economia, uma pesquisa realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com parceria da Fundação Getúlio Vargas, apontou que 87% dos empreendedores do Espírito Santo que buscaram empréstimo para manter o negócio tiveram o empréstimo negado ou ainda têm seus pedidos em análise. Além disso, o levantamento do Sebrae revela que 90% das empresas de micro e pequeno porte registram queda na receita.

Em entrevista à Rádio CBN Vitória, o superintendente do Sebrae aqui no Estado, Pedro Rigo, afirma que a solução não pode demorar. "Precisamos de uma solução financeira o mais rápido possível, se não os danos para essas empresas podem ser ainda maiores do que já são", avalia. Ouça a entrevista:

A pesquisa, realizada entre 30 de abril e 5 de maio, ouviu 250 microempreendedores individuais (MEI) e donos de micro e pequenas empresas no Espírito Santo. Segundo a entidade, o levantamento confirma uma tendência já identificada em outras pesquisas, de que os donos de pequenos negócios têm – historicamente – uma cultura de evitar a busca de empréstimo. Acompanhe!

Outros dados da pesquisa:

- Mesmo com a queda acentuada no faturamento, 62% não buscaram crédito desde o começo da crise. Dos que buscaram, 93% o fizeram em instituições bancárias. Já entre as fontes alternativas, as mais citadas foram empréstimo em entidade de microcrédito (25%), empréstimo em cooperativas de crédito (25%) e parentes e amigos (25%);

- A pesquisa revelou que as medidas de isolamento recomendadas pelas autoridades de saúde atingiram a quase totalidade dos pequenos negócios. 47% interromperam a operação do negócio, pois dependem do funcionamento presencial. Outros 26,5% mantêm funcionamento com auxílio de ferramentas digitais e 15% mantêm funcionamento, apesar de não contar com estrutura de tecnologia digital. Apenas 11,5% conseguiram manter a operação sem alterações, por outras razões, entre segmentos listados como serviços essenciais;

- Com relação ao faturamento do negócio, a maioria dos donos de pequenas empresas (90,5%) apontou uma queda na receita mensal. 6% não perceberam alteração de faturamento, apenas 1% conseguiu registrar aumento de receita no período e 2,5% não quiseram responder;

- Para tentar superar esse momento, as empresas estão lançando mão de diferentes recursos. Para 30% delas, a alternativa foi passar a realizar vendas online, com o uso das redes sociais. 15% disseram ter começado a gerenciar as contas da empresa por meio de aplicativos e 6% passaram a realizar vendas online por aplicativos de entrega;

- Quanto à gestão dos recursos humanos das empresas, apenas 2% dos entrevistados revelaram que tiveram de demitir funcionários nos últimos 30 dias, em razão da crise. 23% das empresas com empregados suspenderam o contrato de funcionários; outros 23% deram férias coletivas; 16% reduziram a jornada de trabalho com redução de salários; e 10% reduziram salários com complemento do seguro-desemprego; alternativa permitida pela MP 936.

[Fonte: Sebrae]

Ver comentários