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Indústria teme efeitos à economia com possibilidade de lockdown no ES

Em entrevista ao CBN Cotidiano desta sexta (22), Fernando Otavio Campos, presidente do Conselho Temático de Relações do Trabalho, da Findes, detalhou o cenário econômico atual

Produção industrial
Produção industrial
Foto: Pexels

Diante do avanço dos casos de coronavírus no Espírito Santo, os reflexos também são sentidos de forma variada nos setores da economia e alertam, inclusive, o que pode acontecer em caso da adoção de medidas extremas. Nesta sexta-feira (22) em entrevista coletiva, o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, destacou que no mês de junho podem ser adotadas medidas extremas, caso o índice de distanciamento social não alcance o ideal. Entre as medidas estariam fechamento de ruas, do comércio, do transporte coletivo e parte da indústria por até 21 dias. Sobre a situação da indústria a gente conversa, agora, com Fernando Otavio Campos, presidente do Conselho Temático de Relações do Trabalho (Consurt) da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). 

Segundo o presidente, 85% das indústrias do Espírito Santo já são impactadas pela crise. São destaques negativos as de confecção, móveis e as de pequeno porte. "Temos uma significativa redução de demanda e isso já traz o impacto", explica. Outro número que chama a atenção em levantamentos realizados pela Federação: há projeção de cinco a dez mil postos de empregos na indústria capixaba. Para ele, o impacto na economia em caso de lockdown no Espírito Santo será ainda mais prejudicial à economia. "O fechamento total é prejudicial e tem que ser em caso de última instância. E definir como seria essa voltar", defende.

Ouça a entrevista: