Notícia

Jovens e com menos qualificação são os mais atingidos pelo desemprego

Ouça entrevista com o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia, ligado à Fundação Getúlio Vargas, Daniel Duque

A taxa oficial de desemprego no Brasil subiu para 12,9% no trimestre encerrado em maio, atingindo 12,7 milhões de pessoas. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua) divulgada nesta terça-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da maior taxa de desemprego desde o trimestre terminado em março de 2018, quando foi de 13,1%. E o desemprego só não tem sido maior porque muita gente simplesmente deixou de procurar trabalho em meio à pandemia de coronavírus. O número de empregados com carteira de trabalho assinada caiu para 31,1 milhões, menor nível da série.

Este cenário de redução de postos de trabalho poderá durar anos após a pandemia. E o perfil do trabalhador que será mais impactado pelo desemprego com as mudanças do mercado será o mais jovem e o menos qualificado. É o que estima o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia, ligado à Fundação Getúlio Vargas, Daniel Duque. Ele explica, em entrevista à rádio CBN Vitória, que os mais atingidos devem ser os que têm menor qualificação, em especial os jovens com menos experiência e menos a oferecer.

Ver comentários