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Medo do coronavírus agrava doenças crônicas, alertam médicos

A constatação é do Conselho Regional de Medicina no Espírito Santo, que iniciou a campanha "Vá ao médico se perceber algo diferente com sua saúde. Não existe só Covid-19"

Medo do coronavírus agrava doenças crônicas. A constatação é do Conselho Regional de Medicina no Espírito Santo, que iniciou a campanha “Vá ao médico se perceber algo diferente com sua saúde. Não existe só Covid-19”. 

O medo de ser infectado pela Covid-19 tem mantido em casa pessoas com sintomas de doenças cardiovasculares, neurológicas e até de câncer. Com isso, os quadros clínicos pioram e, consequentemente, os tratamentos tornam-se mais complexos e até mesmo inviáveis, como alerta em entrevista à CBN Vitória, o presidente do CRM, Celso Murad.

Até mesmo os pacientes já em acompanhamento oncológico, cardiológico, neurológico, além de outras doenças crônicas e graves, estão evitando ir ao médico, o que é um enorme erro, reforça Murad.

Para tranquilizar a população, Celso Murad informa que o CRM-ES vem orientando as clínicas, consultórios e hospitais a adotarem medidas de segurança determinadas pelo Ministério da Saúde, Anvisa, sociedades de especialidades médicas e autoridades sanitárias, para atender também a esses pacientes.

Orientações aos médicos e clínicas

Para consultas

Preste atendimento com intervalos de tempo superiores a 40 minutos, para evitar concentração de pacientes nas antessalas.

Mantenha janelas e portas abertas.

Retire revistas e brinquedos das antessalas.

Ressalte para as atendentes e secretárias que mantenham a higiene das mãos e o uso de EPIs, que deve ser fornecido pelo empregador.

Oriente os pacientes a manterem distância de pelo menos um metro entre si.

O médico deve usar máscara de proteção e luvas para realizar o exame físico nos pacientes e o básico que todos os profissionais da saúde devem sempre realizar: lavar as mãos frequentemente, principalmente antes e após prestar atendimento.

Para cirurgias

A indicação ou contraindicação cirúrgica é do cirurgião assistente.

É necessário avaliar o perfil epidemiológico do estado e/ou município.

É preciso observar as recomendações técnicas das autoridades sanitárias e do executivo local.

É preciso seguir as atualizações propostas pelas sociedades de especialidades filiadas à Associação Médica Brasileira (AMB).

Os pacientes sintomáticos, suspeitos ou portadores de Covid-19, devem ter o ato cirúrgico postergado, salvo situações de urgência ou emergência, quando deverão ser respeitados os prazos máximos de atendimento estabelecidos na Resolução CFM n° 2.077/2014.

É de responsabilidade do médico assistente a obtenção prévia do termo de consentimento livre e esclarecido, devendo o diretor técnico da instituição onde será realizado o procedimento garantir condições adequadas para a realização da cirurgia, assim como o uso de equipamentos de proteção individual (EPI).

O bom senso de cada profissional é sempre imprescindível.

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