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Síndrome respiratória grave tem forte alta neste ano, aponta Fiocruz

Sistema de monitoramento da Fiocruz aponta uma retomada da tendência de crescimento da SRAG em diferentes regiões do País

Amostra laboratorial do coronavírus, que pode causar desde resfriados comuns até SARS e MERS - Center for Desease Control and Prevention
Amostra laboratorial do coronavírus, que pode causar desde resfriados comuns até SARS e MERS - Center for Desease Control and Prevention
Foto: Center for Desease Control and Prevention

A pandemia do novo coronavírus tem gerado grande mobilização e apreensão ao longos dos últimos meses, mas outro assunto da área da saúde merece a atenção dos brasileiros: o sistema Infogripe, que monitora os casos e mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave no Brasil (SRAG) tem apontados, em relatórios deste anos, uma retomada da tendência de crescimento em diferentes regiões do Brasil. De acordo com o estudo, assinado por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a propensão de alta é considerada muito elevada e está relacionada ao percentual de detecção da Covid-19 no Brasil por teste laboratorial. O Espírito Santo, na região Sudeste, apresenta tendência de estabilidade dos casos, mas, ainda assim, merece atenção. É sobre o tema que conversamos com Daniel Antunes Maciel Villela, que é pesquisador da Fiocruz e coordenador do Programa de Computação Científica da Fiocruz, que compila os dados. Ouça!

 

 

 

Vale lembrar que a Síndrome Respiratória Aguda Grave é causada por infecções de vírus ou bactérias, como o Influenza, da gripe, e o novo Sars CoV-2, da pandemia deste ano no planeta. Os pacientes são internados com problemas respiratórios e sintomas similares, como febre, tosse e dificuldade para respirar. O pesquisador aponta que os panoramas sugerem que as regiões Centro-Oeste e Sul mantiveram tendência de crescimento acelerado, enquanto a região Sudeste apresenta sinal de crescimento com taxa mais lenta - sinal de desaceleração. Outro dado que chama a atenção: a estimativa atual de casos de SRAG notificados em 2020 já é maior em todos os recortes, sendo que no caso dos registros com presença dos sintomas que definem SRAG, com ou sem presença de febre, os dados já inseridos no banco também já é superior do que o total registrado em outros anos.