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Cirurgias de transplantes paralisadas colocam em risco vidas no ES

O alerta é do médico cirurgião gastroenterologista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Gustavo Peixoto

A taxa de transplantes de órgãos caiu vertiginosamente no Brasil durante a pandemia da Covid-19. De acordo com número divulgado pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), em abril, o número de transplantes de rins, fígado, coração e pâncreas caiu 34% em relação ao mesmo período em 2019.  No Espírito Santo a situação não é diferente, com uma queda vertiginosa nas cirurgias de transplante, chegando a 100% para o transplante de fígado. O alerta é do médico cirurgião gastroenterologista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Gustavo Peixoto.

O médico explica que, entre os motivos para a queda dos transplantes está o medo de receptores e doadores se contaminarem, a falta de leitos hospitalares específicos e a suspensão de voos para transportar os órgãos. Doutor em Cirurgia e Experimentação, Peixoto afirma que é necessário traçar estratégia para tratar as outras doenças. Elas não foram interrompidas pela pandemia e seguem ceifando vidas. Ou seja, além do alto número de mortos pela Covid-19, morrem também pessoas por outros problemas de saúde, aumentando o número total de óbitos por doenças no País.

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