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Moradores e mercado analisam leilão dos galpões de Jardim da Penha

A nova edição do Ponto de Vista entrevistou o coordenador-geral da Associação de Moradores de Jardim da Penha e o diretor do Sinduscon-ES

Unidade Armazenadora de Camburi, conhecida como galpões do IBC, em Jardim da Penha, Vitória
Unidade Armazenadora de Camburi, conhecida como galpões do IBC, em Jardim da Penha, Vitória
Foto: CONAB

Nos últimos dias, no CBN Cotidiano, destacou-se o leilão de um total de 12 imóveis pertencentes à União, localizados no Espírito Santo, que devem ser vendidos até o final do ano. Dentre eles estão os galpões do Instituto Brasileiro do Café (IBC), em Jardim da Penha, Vitória. A propriedade, hoje em posse da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), fica em uma área de 33 mil metros quadrados e o lance mínimo para a compra é de R$ 35 milhões.

Diante desse cenário, nesta edição do CBN Cotidiano, o Ponto de Vista foi de representantes do bairro e do setor da construção civil. Os entrevistados foram o coordenador-geral da Associação de Moradores de Jardim da Penha, Ângelo Delcaro, e o diretor do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon-ES), Leandro Lorenzon.

Delcaro afirma que o uso cultural dos galpões do IBC é um sonho bem antigo da comunidade de Jardim da Penha. "A comunidade cresceu ao redor dos galpões! O nosso sonho é que esse espaço seja transformado em um espaço para cultura, lazer, educação e esportes", afirmou. Ele também aponta que a preocupação geral é com a especulação imobiliária e o impacto das construções que podem ser construídas caso os galpões sejam comprados e demolidos para dar local a novos empreendimentos. Ouça!

Já Lorenzon avalia que o sindicato não pensa numa polêmica sobre qual poderia ser a melhor destinação do local. "Isso é uma questão de política pública macro e que envolve, inclusive, a cidade de forma geral e vários atores sociais envolvidos. A gente pensa na seguinte perspectiva: 'Para a iniciativa privada como aquilo pode ser melhor utilizado?'. No caso, seria por meio do uso residencial. Se o espaço, realmente, for vendido, a gente passa a ter a discussão de como melhor utilizar aquele espaço dentro de um conceito de cidade", defende. Ouça!

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