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Covid-19: estudo analisa perda permanente do olfato em pacientes

Ouça a entrevista concedida pelo médico doutor em Otorrinolaringologista Fabio de Rezende Pinna à CBN

Estudo da USP analisou prevalência dos distúrbios do olfato em pacientes com covid-19
Estudo da USP analisou prevalência dos distúrbios do olfato em pacientes com covid-19
Foto: cottonbro/Pexels

Uma pesquisa em andamento no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-USP) aponta que apenas 5% das pessoas que tiveram perda de olfato causada pela covid-19 ainda não recuperaram a capacidade de sentir os cheiros, mesmo depois de dois meses e meio do início desse sintoma. Agora, os cientistas analisam que essa perda de olfato poderá ser uma sequela permanente.

É sobre esse assunto que conversamos, nesta edição do CBN Cotidiano, com o médico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-USP) Fabio de Rezende Pinna, doutor em Otorrinolaringologista pela USP. Ouça!

Os cientistas acompanham 655 pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde abril. Desses, em torno de 80% relataram perda total ou parcial do olfato durante o período de surgimento dos sintomas, e 76% afirmaram ter perdido o paladar. Sobre o olfato, cerca de 95% recuperaram o sentido, mas os outros 5%, não.

"Nesse trabalho, nós estamos identificando a prevalência dos distúrbios do olfato em pacientes com covid-19. A taxa de recuperação do olfato, dentro de um subgrupo de pacientes contaminados que tiveram esse sintoma, felizmente, foi num tempo médio de dois meses em um pouco mais de 95% e cerca dos outros 5% é que ainda não se recuperaram. Estamos acompanhando esses pacientes, até porque existem estratégias terapêuticas que podem ajudar a reverter esse quadro", destaca Pinna.

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