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ES atinge em 2019 a menor taxa de mortes violentas em 30 anos

Confira a análise de Pablo Lira, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e professor de Mestrado em Segurança da UVV, ao CBN Cotidiano

A análise do Atlas da Vioência
A análise do Atlas da Vioência
Foto: Pixabay

Nesta semana foram divulgados os dados mais recentes do Atlas da Violência. O Atlas é elaborado a partir de uma parceria entre o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e o Instituto de Econômica Aplicada (Ipea) e tem como base de dados os números apresentados pelo Sistema de Informação sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde, de 2008 a 2018.

Entre os vários dados em destaque na publicação o cenário que traz o retrato da violência contra a mulher. Nesse intervalo, o Espírito Santo registrou o assassinato de 1.717 mulheres. Só no último ano do levantamento foram contabilizados 100 homicídios, o que determina a média de uma morte a cada 3,6 dias. O dado de 2018, mostra uma representativa queda com relação aos anos anteriores. A taxa de homicídio por 100 mulheres, em 2018, no Brasil era de 4,3% e no ES, 4,9%.

Em entrevista ao CBN Cotidiano desta sexta-feira (28), Pablo Lira, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e professor de Mestrado em Segurança da Universidade de Vila Velha (UVV), analisa esse recorte e também o de mortes violentas. De acordo com o Atlas, a taxa de homicídios no Espírito Santo ficou em 29,6 por 100 mil habitantes. 

"O Espírito Santo já atingiu a marca de 32 mortes por 100 mil habitantes, o que o colocava entre os mais violentos do país. A redução que observamos tem ligação com uma organização dos sistema carcerário e também programa de enfrentamento à violência. Mas agora, quando olhamos só o ano de 2019, no dado mais atualizado, o Estado tem taxa de 24 mortes violentas por grupo de 100 mil. Essa taxa consta da atualização mais recente do Anuário do Fórum. É a menor taxa de mortes do Espírito Santo em 30 anos", revela. 

Ouça a explicação:

Sobre a violência contra a mulher, segundo o professor, os números ainda demonstram o perfil da cultura machista na sociedade.

“A violência contra a mulher destaca a crueldade e brutalidade com questões fúteis motivadas pelo machismo, que é muito forte na sociedade. É a violência moral, psicológica e que aí, infelizmente, culmina no assassinato”, alerta. O especialista destaca, entretanto, que ao longo os últimos anos, por meio de esforço conjunto – no aspecto jurídico, a importância da Lei Maria da Penha – e das forças policiais têm sido importantes na criação de uma rede proteção para a mulher. “A vida, infelizmente, está banalizada em nosso País”, finaliza. 

 

 

 

 

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