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Espírito Santo perde mais de 3 mil lojas na pandemia, diz Fecomércio

Confira a análise de Aurélio Cardoso, vice-presidente da Fecomércio, em entrevista ao CBN Cotidiano

Promoção no comércio
Promoção no comércio
Foto: Vitor Jubini

A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus continua a trazer impacto à economia brasileira e capixaba. Entre os meses de abril a junho, o comércio capixaba perdeu 3.220 estabelecimentos comerciais com vínculos empregatícios. No mesmo período, o comércio eliminou cerca de 7 mil de empregos formais no Estado. É o que aponta o levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio) a pedido da CBN Vitória. Em entrevista ao CBN Cotidiano desta quinta-feira (27), Aurélio Cardoso, vice-presidente da Federação, traz um retrato do comércio capixaba ao longo desse período.

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"A pandemia nos impacta e a medida em que formos tendo queda do número de infectados e redução de mortes diária pela doença é que a gente pode ter o comércio mostrando reação e o cliente voltando. Enquanto isso, temos investido em promoções, por exemplo", explica.

Segundo a Fecomércio, "o saldo negativo registrado equivale a cerca de 6% do número de estabelecimentos comerciais com vínculos empregatícios no Estado verificado antes da pandemia. O comércio se viu diante de diversas medidas para contenção e prevenção da contaminação do vírus que incluiu decretos municipais e estaduais restringindo em parte ou totalmente a abertura de estabelecimentos e a circulação de pessoas, o que fez reduzir drasticamente as vendas presenciais. Essa situação ressaltou a importância das vendas por meios eletrônicos (e-commerce, delivery) como uma forma alternativa de reaver parte das vendas", aponta.

Outro dado da Federação é que a crise alcançou proporções significativas e seus efeitos negativos vieram a superar aqueles passados nas últimas crises. "Para se ter uma ideia, o número perdido em três meses são próximos à perda anual registrada em 2016 quando o comércio capixaba fechou 3.005 estabelecimentos. Em 2015, a perda anual foi de 3.265 estabelecimentos comerciais", detalha. 

 

 

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