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Como identificar os 7 golpes financeiros mais comuns na pandemia

O delegado titular da Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa), Douglas Vieira, indicou quais são os golpes mais comuns

Golpe do SMS
Golpe do SMS
Foto: Arabson

Um levantamento, feito pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), apontou que criminosos estão aproveitando o maior tempo online das pessoas e o aumento das transações digitais, em virtude da pandemia do novo coronavírus, para aplicar golpes financeiros. A pesquisa identificou ainda que mensagens de ofertas tentadoras e atrativas, na verdade, estão direcionando as vítimas para sites falsos e escondem crimes que dão muita dor de cabeça e causam grande prejuízo financeiro para o consumidor.

No Espírito Santo, apontam as autoridades policiais, os idosos estão entre as principais vítimas e entre os golpes mais aplicados em território capixaba está o golpe do "falso motoboy". Em entrevista ao CBN Cotidiano, o delegado titular da Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações (Defa), Douglas Vieira, indicou quais são os golpes mais comuns e orientou também como identificar e o que fazer em caso de ocorrências do tipo. Ouça a entrevista!

OS SETE GOLPES DIGITAIS MAIS COMUNS NA PANDEMIA:

Golpe do Falso Funcionário do banco

O que é: O fraudador entra em contato com a vítima se passando por um falso funcionário do banco ou empresa com a qual o cliente tem um relacionamento ativo. O criminoso informa que há irregularidades na conta ou que os dados cadastrados estão incorretos. A partir daí, solicita os dados pessoais e financeiros da vítima. Com os dados em mãos, o fraudador realiza transações fraudulentas em nome do cliente.

Phishing (pescaria digital)

O que é: O phishing, ou pescaria digital, é uma fraude eletrônica cometida pelos engenheiros sociais que visa obter dados pessoais do usuário. A forma mais comum de um ataque de phishing são as mensagens e e-mails falsos que induzem o usuário a clicar em links suspeitos. Também existem páginas falsas na internet que induzem a pessoa a revelar dados pessoais. Os casos mais comuns de phishing são e-mails recebidos de supostos bancos com mensagens que afirmam que a conta do cliente está irregular, ou o cartão ultrapassou o limite, ou que necessita revalidar seus pontos nos programas de fidelidade, atualizar token ou, ainda, que existe um novo software de segurança do banco que precisa ser instalado imediatamente pelo usuário.

Golpe do falso motoboy

O que é: O golpe começa com uma ligação ao cliente, de uma pessoa que se passa por funcionário do banco, e diz que o cartão foi clonado, informando que é preciso bloqueá-lo. Para isso, diz o golpista, bastaria cortá-lo ao meio e pedir um novo pelo atendimento eletrônico. O falso funcionário pede que a senha seja digitada no telefone, e fala que, por segurança, um motoboy irá buscar o cartão para uma perícia. O que o cliente não sabe é que, com o cartão cortado ao meio, o chip permanece intacto, e é possível realizar diversas transações.

Golpe do falso leilão

O que é: O fraudador envia um link à vítima que simula um falso leilão. Para que possa ser dado um lance, a vítima tem que preencher formulários com seus dados pessoais e financeiros ou depositar um valor na conta do fraudador. Com dados como senha, número do cartão e CPF, o fraudador consegue fazer transações fraudulentas em nome do cliente.

Golpe do WhatsApp

O que é: Os golpistas descobrem o número do celular e o nome da vítima de quem pretendem clonar a conta de WhatsApp. Com essas informações em mãos, os criminosos tentam cadastrar o WhatsApp da vítima nos aparelhos deles. Para concluir a operação, é preciso inserir o código de segurança que o aplicativo envia por SMS sempre que é instalado em um novo dispositivo. Os fraudadores enviam uma mensagem pelo WhatsApp fingindo ser do Serviço de Atendimento ao Cliente do site de vendas ou da empresa em que a vítima tem cadastro. Eles solicitam o código de segurança, que já foi enviado por SMS pelo aplicativo, afirmando se tratar de uma atualização, manutenção ou confirmação de cadastro. Com o código, os bandidos conseguem replicar a conta de WhatsApp em outro celular. A partir daí, os criminosos enviam mensagens para os contatos da pessoa, fazendo-se passar por ela, pedindo dinheiro emprestado.

Golpe do extravio do cartão

Como é: No trâmite de entrega do cartão até a vítima, fraudadores furtam a correspondência contendo este cartão. Depois, ligam para a vítima se passando por um funcionário do respectivo banco informando que houve problemas na entrega do cartão. Para a resolução deste suposto problema, solicitam à vítima a senha deste cartão. Com os dados descobertos, fazem transações em nome da vítima.

Golpe do delivery

Como é: O cliente faz seu pedido via aplicativo. O entregador apresenta uma maquininha com o visor danificado ou de uma forma que impossibilite a visualização do preço cobrado na tela, sendo um valor acima do real cobrado. Só depois de algum tempo, a vítima percebe que efetuou um pagamento elevado.

NÚMEROS DE GOLPES NO ES

Os dados detalhados sobre o aumento no número desses golpes no Espírito Santo, informa o delegado, ainda estão em levantamento pela Defa.

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