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Mercado de imóveis: reflexo da alta no material de construção no ES

Confira as explicações do presidente da Associação Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), Sandro Carlesso

O encarecimento dos materiais de construção no país pode prejudicar obras em andamento, construções de casas populares, aumentar o valor de imóveis e ameaçar a retomada dos lançamentos imobiliários no Espírito Santo. O diagnóstico é da Associação Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES). Nesta semana, a Ademi e outras instituições ligadas à Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) se reuniram para juntar evidências de possíveis abusos nos preços dos materiais e discutir o assunto junto ao governo federal. Em entrevista ao CBN Cotidiano desta sexta-feira (18), o presidente da Ademi-ES, Sandro Carlesso, analisa o cenário:

"A alta no preço dos materiais de construção está abusiva e pode prejudicar toda a cadeia da indústria imobiliária, podendo inibir a retomada dos lançamentos de imóveis. Por conta da redução dos estoques em diferentes regiões da Grande Vitória, o mercado tem projetado para este semestre investimentos robustos em cidades como Vitória, por exemplo. Esse aumento também acarretará num preço final mais salgado para o consumidor, o que não queremos neste momento de pandemia", explica.

O presidente também explica: "As vendas vão bem, apesar do cenário. Elas ocorrem numa velocidade consistente por força das condições favoráveis para financiamento, com juros baixos (a patamar histórico), além da inflação baixa não contribuir para um rendimento satisfatório da poupança (principal meio de investimento dos brasileiros). Quem tem recursos parados em cadernetas de poupança vem avaliando e decidindo pelo investimento do dinheiro em tijolo e cimento. A rentabilidade do imóvel tem se mostrado uma opção mais vantajosa inclusive para outros tipos de aplicações financeiras".

 

 

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