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Trauma de face é um dos principais indicativos de feminicídio

Ouça entrevista com a cirurgiã Buco-Maxilo-Facial Gabriela Mayrink, uma das responsáveis pelo estudo

Marcas da violência contra a mulher. Uma pesquisa, realizada no hospital Jayme dos Santos Neves, na Serra, analisou os prontuários eletrônicos de 62 mulheres entre 17 e 60 anos, de 2013 a 2018. O estudo revelou que o trauma facial pode ser considerado um importante marcador de tentativa de feminicídio. O objetivo do estudo, que foi publicado em uma revista científica internacional, foi realizar um levantamento epidemiológico de trauma facial em mulheres que sofreram agressão física por parceiro íntimo, como relata a cirurgiã Buco-Maxilo-Facial e coordenadora do Capítulo do Espírito Santo do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, Gabriela Mayrink, uma das responsáveis pelo estudo. 

 

 

MAIS INFORMAÇÕES DA PESQUISA:

- A idade média das pacientes mais atingidas por trauma de face foi entre 20 e 29 anos (33,9%) e 50% das pacientes eram de raça mista. Quando separados por dias da semana, o trauma facial foi mais comumente infligido aos domingos (24,2%) e aos sábados (22,6%)

- Das 62 mulheres incluídas no estudo, 47 tiveram fraturas faciais e sete tiveram mais de uma fratura. 40 fraturas (72,7%) estavam no terço médio e superior da face, enquanto 15 fraturas (27,3%) estavam no terço inferior da face

- A violência contra as mulheres é um desafio para a saúde pública. Envolve mulheres de todas as idades, status socioeconômico, culturas e religiões. Precisamos estar atentos aos primeiros sinais de violência para evitar que incidentes de maiores proporções aconteçam.

 

 

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