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Covid no ES: chance de óbito foi 90% maior em pessoas com comorbidade

Ouça detalhes do estudo contratado pelo Conselho Regional de Medicina

Pessoas que tinham pelo menos uma comorbidade tiveram 90% mais chances de evoluir a óbito por conta da covid-19. Foi o que constatou um estudo encomendado pelo Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES), feito pela empresa Vigilância Epidemiológica e Epidemiologia (Vigiepi), com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS). O relatório foi feito para mapear a ação do novo coronavírus no Estado. A análise concluiu ainda que pessoas com 60 anos ou mais tiveram 11,6 vezes mais chances de evoluir a óbito. Em entrevista à CBN Vitória, o presidente do CRM-ES, Celso Murad, apresenta um panorama detalhado dos resultados obtidos. Acompanhe!

Os dados utilizados foram coletados de março a 15 de setembro de 2020. Segundo a análise, constatou-se que o achatamento da curva de casos e óbitos aconteceu entre meados de julho e 15 de setembro. De acordo com o trabalho, a ocorrência de óbitos acompanha a curva de casos, o que sugere que não houve influência nas mortes pela sobrecarga do sistema de saúde ou pela introdução de tratamentos.

Como era previsto, o relatório confirmou que a maioria dos óbitos no Espírito Santo, seguindo tendência nacional e mundial, está relacionada a pacientes que tinham mais de 60 anos ou que apresentavam alguma comorbidade. Entre os contaminados no Espírito Santo, quase 15% eram de pessoas que tinham profissões relacionadas à área de saúde. Entre os casos que necessitaram de internação hospitalar, houve prevalência de pessoas do sexo masculino e com idade variando entre 50 e 79 anos.

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