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Médico capixaba conta como é participar de teste da vacina

Oslan Francischetto é natural de Castelo, mas reside em São Paulo, onde trabalha, há sete anos

O médico cardiologista capixaba, Oslan Francischetto, baseado em São Paulo há sete anos, está participando da fase 3 de testes da vacina Coronavac - desenvolvida pela chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan. O médico está linha de frente de combate ao novo coronavírus, atuando em salas de emergências e preencheu todos os requisitos necessários para ser voluntário. Tomou a primeira dose no início e a segunda dose no final de setembro. Nesta sexta-feira (23), em entrevista ao CBN Vitória, ele explicou como é participar dos testes de uma vacina que pode curar o mundo.

"Minha vontade de ser voluntário nos testes partiu do fato que eu ter confiança na vacina, porque ela usa técnicas muito simples, de vacinas muito antigas. Eu confio na segurança da vacina. Além do que eu também quero que a pandemia acabe o quanto antes", explica Oslan. Para participar, o médico se inscreveu no site do Butantan e respondeu um questionário eletrônico que identifica se a pessoa se encaixa nos critérios básicos. Os principais são ser profissional da saúde, não ter comorbidades e não ter sido diagnosticado com a covid-19. Caso aprovado, o voluntário é encaminhado com local de vacinação.

Antes de receber a primeira dose, o cardiologista conta que foi testado através de sorologia e também PCR, para garantir que ele não tinha sido infectado. "Ao tomar a primeira vacina, senti um efeito muito discreto. Uma dor muito leve no braço, tanto que até imaginei estar no grupo placebo. Já na segunda dose, senti uma dor mais persistente por cerca de quatro dias", relata. Francischetto explica que quando o estudo for liberado e a vacina aprovada, caso ele esteja no grupo placebo, será um dos primeiros a tomar a vacina, antes mesmo de começar a campanha.

 

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