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Semana começa com passagem do Transcol mais cara

Dos 2,56% de reajuste, a maior parte é relacionada à mão de obra

Desde o domingo (10) já está valendo o reajuste no valor da tarifa dos ônibus do Transcol no Estado. A tarifa do sistema Transcol, que opera nos municípios da Grande Vitória, passou de R$ 3,90 para R$ 4. A tarifa com desconto no domingo, passou de R$ 3,40 para R$ 3,50 e o Bike GV passou de R$ 1,95 para R$ 2. Em entrevista à CBN Vitória, Fábio Damasceno, secretário estadual de Mobilidade e Infraestrutura, explica os motivos do reajuste e esclarece as principais dúvidas dos ouvintes com relação ao tema da mobilidade envolvendo o sistema Transcol. De acordo com o governo, o reajuste foi necessário para cumprir o contrato de concessão do sistema, assinado em 2014, que prevê reajustes anuais no mês de janeiro. O aumento da tarifa ficou abaixo da inflação acumulada, que fechou o ano em 4,31%.

Na última semana, a Semobi também informou que serão adquiridos para o primeiro semestre deste ano mais 200 veículos 0km que passarão a integrar a frota do Sistema Transcol. "Os novos veículos, todos com ar-condicionado, fazem parte do processo de renovação de frota, iniciado em 2019, mas que precisou ser interrompido em 2020, em decorrência da pandemia do novo Coronavírus (Covid-19)", informou o órgão na última quinta-feira (07). O secretário também falou sobre a integração dos sistema com Vitória, mobilidade viária e as obras previstas para esse primeiro semestre de 2021. Confira as explicações!

CÁLCULO:

No contrato está definido que os reajustes da tarifa são anuais e obedecem a uma fórmula de cálculo que leva em consideração custos como mão de obra, combustível e veículos. Desde o último reajuste, em janeiro de 2020, a variação foi de 2,46% para salários; - 6.5% para o diesel; 6,18% para veículos; e 24,27% do IGP-DI.

A fórmula é constituída de um conjunto de índices de variações de preços dos principais insumos utilizados na produção e prestação dos serviços do Transcol, distribuídos da seguinte forma:

- 20% da variação do preço do litro de óleo diesel;

- 16% da variação dos veículos;

- 54% da variação dos salários de motoristas e cobradores;

- 10% da variação do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) calculado e publicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A soma das variações desse conjunto de índices de preços, ponderado pelo peso de cada tipo de insumo, resulta no índice de variação do valor da tarifa que é parcialmente paga pelos usuários e parcialmente paga por meio de subsídios do Governo do Estado.

 

 

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