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Como se comunicar melhor utilizando máscaras

Ouça entrevista com a fonoaudióloga Carolina Anhoque, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e coordenadora do Núcleo de Voz do Espírito Santo - VozES (Hucam-CCS-Ufes)

Uma coisa é inegável: a máscara se tornou um item essencial no nosso dia a dia. O motivo é claro: proteger-se contra o coronavírus. Mas o uso da máscara afeta outro ponto também importante na vida cotidiana, que é a comunicação. A máscara tampa nossa boca, escondendo as expressões, e abafa nossa voz. Mas como estamos longe de abandonar o uso delas, é necessário adaptar-se a nova realidade.

Então, como se comunicar melhor utilizando máscaras? Para responder essa pergunta, no Dia Mundial da Voz, convidamos a fonoaudióloga Carolina Anhoque, professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e coordenadora do Núcleo de Voz do Espírito Santo - VozES (Hucam-CCS-Ufes). Acompanhe!

ALGUNS PONTOS IMPORTANTES

 

 

1. Acima de tudo, a máscara é essencial;

2. Principais sintomas ao usar a máscara e se comunicar: fadiga, esforço ao falar, dificuldade de ser compreendido, pessoa se torna introvertida;

3. O que as pessoas fazem de errado: colocar a mão na máscara, tirar a máscara para falar quando não é compreendida, aumentar o volume da voz e fazer mais esforço para falar;

4. De que forma podemos nos adaptar: seja sucinto no que vai falar - "vá direto ao ponto", e trabalhe as dicas de saúde vocal geral;

5. Atenção especial à população da voz - aquelas que trabalham com falando (professores, jornalistas, etc);

6. Paciente pós-Covid pode ficar com alguma dificuldade vocal. Cerca de 70% dos pacientes ficam com alguma alteração vocal. Isso porque a respiração é combustível da voz e acaba sendo prejudicada pela doença. Neste caso, é necessário atendimento especializado.

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