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Por que é fundamental tomar as duas doses da vacina contra a Covid-19

Quem explica é a epidemiologista Carla Domingues, que por oito anos coordenou o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde

No Espírito Santo, mais de 25 mil pessoas estão aptas para retornar aos postos de saúde e tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19 - seja Coronavac/Butantan, cujo intervalo entre doses é de até 28 dias, ou Astrazeneca/Fiocruz, cujo intervalo entre doses é de até 90 dias. A nível Brasil, a quantidade supera 1,5 milhão de pessoas. Mas por que é necessário tomar a segunda dose do imunizante? Quem nos ajuda a explicar é a epidemiologista Carla Domingues, que por oito anos coordenou o Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde. Acompanhe!

 

 

 

Ao não tomar a segunda dose, a aquisição de imunidade pelo organismo pode ficar prejudicada, explica Domingues. Somente uma dose não é capaz de formar toda a memória imunológica necessária. Com isso, há a possibilidade de infecção, já que após somente uma dose, o organismo não possui todos os anticorpos necessários para combater o vírus.

Domingues também afirma que não há campanha efetiva do ministério, Estados e municípios para orientar sobre a aplicação da segunda dose. "Falta uma grande campanha de mobilização explicando sobre a exigência de duas doses. Poderíamos ter feito cadastramento, enviado e-mail, mensagem até por SMS, como todos os países estão fazendo, para as pessoas voltarem aos locais de vacinação".

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