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Vacinação para a grávida pode ocorrer em qualquer fase da gestação

Ouça as orientações da presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo, ginecologista Cecília Roteli Martins

Na última semana o Ministério da Saúde enviou uma nota técnica orientando que todas as grávidas e puérperas (mulheres no período pós-parto) fossem colocadas no grupo prioritário para receber a vacina contra a covid-19. Em 15 de março, o governo já tinha incluído as gestantes com comorbidades. No Espírito Santo, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), serão vacinadas 47.966 capixabas entre gestantes e puérperas, de acordo com estimativa populacional realizada pelo órgão federal e utilizada também para a Campanha contra a Influenza.

Em virtude dessa inclusão de gestantes e puérperas no grupo prioritário, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) elencou as principais informações para que mulheres tenham acesso à imunização. Em entrevista à CBN Vitória, a presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Febrasgo, ginecologista Cecília Roteli Martins, fala sobre o tema. Confira!

 

 

A médica ressalta, por exemplo, que, neste primeiro momento, as vacinas serão ofertadas às gestantes e puérperas que apresentam alguma comorbidade (diabetes, hipertensão, obesidade, cardiopatias e outras), dado o elevado risco obstétrico. Para receber a imunização, as mulheres interessadas devem comparecer às unidades de vacinação com algum comprovante da presença de alguma dessas doenças como um relatório médico ou exames ou receitas. Se ela já for cadastrada nos sistemas das Unidades de Saúde, basta comparecer com o cartão SUS. Ela explica que:

- As vacinas a serem disponibilizadas às gestantes são de categoria B (produzidas por meio de plataforma de vírus inativado, vetor viral ou mRNA). Algumas dessas vacinas são produzidas com tecnologias semelhantes às atualmente ofertadas a esse grupo no Plano Nacional de Imunização como, por exemplo, a vacina da gripe. Outras têm trabalhos já publicados assegurando a segurança da aplicação em gestantes.

- A vacinação pode ocorrer a qualquer momento da gestação;

- Puérperas e lactantes podem tomar a vacina com segurança, sendo orientadas a não interromperem o aleitamento materno;

- Deve-se respeitar o intervalo de 14 dias entre a administração da vacina de Covid-19 e outra do calendário vacinal (como a influenza). Caso o recebimento desta segunda vacina ocorra no intervalo entre as doses da imunização contra a Covid, se necessário, as gestantes e puérperas podem postergar o recebimento da segunda dose, sem prejuízo no seu efeito protetivo.

- Embora as vacinas contra a covid atualmente disponíveis em nosso país não terem incluído gestantes nas pesquisas que embasaram suas aprovações, estudos realizados em animais não observaram eventos teratogênicos.

[Fonte: Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)]

 

 

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