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Obesidade é problema de Saúde Pública no Estado, diz especialista

Hábitos ruins, como o sedentarismo e a má alimentação, favorecem o surgimento de sobrepeso ou da obesidade

Os números do Brasil mostram que a obesidade já é um problema de Saúde Pública: cerca de 60% da população é obesa ou está com sobrepeso. De acordo com a endocrinologista Alessandra Casini, a realidade do Espírito Santo é muito semelhante à nacional.  Neste domingo (11) é celebrado o Dia Nacional de Prevenção à Obesidade.

Alessandra Casini destaca que, para combater a obesidade e o sobrepeso, o mais importante é prevenir. “Primeiro, a gente tem que trabalhar a prevenção na população como um todo, criando medidas de saúde pública e de conscientização da população para que ela mantenha um peso adequado”, pontuou a médica.

Segundo a especialista, as principais causas da obesidade estão ligadas à mudança de estilo de vida. “Existem inúmeras causas para a obesidade. Sem sombra de dúvida, a principal e mais preocupante é a mudança de estilo de vida. Alimentação errada, com excesso de alimentos calóricos, e o sedentarismo”, alertou.

A obesidade é considerada um problema de saúde pública mundial, segundo Alessandra Casini. Além de hábitos ruins, a médica alerta para outros fatores que favorecem o excesso de peso, como predisposição genética daqueles que possuem familiares obesos.

Ela ressalta que é preciso ter atenção à saúde, já que a obesidade é considerada fator de risco para outras complicações. Segundo a endocrinologista, o excesso de peso é o principal indicador de evolução para o diabetes tipo 2, além de facilitar a dislipidemia e riscos cardiovasculares.

Para uma pessoa descobrir se tem sobrepeso ou se é obesa, basta calcular o Índice de Massa Corporal (IMC). Quando os valores estão entre 18,5 e 24,9, o índice é considerado normal. Entre 24,9 e 30, configura-se um quadro de sobrepeso. Acima de 30, a pessoa já é considerada obesa. Para calcular o IMC, divide-se o peso do paciente pela sua altura ao quadrado.

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