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José Carlos Gratz, o polêmico presidente da Assembleia Legislativa

Com o passado publicamente ligado a jogos de azar, Gratz foi eleito deputado estadual na 12º legislatura, em 1991, e deixou a Assembleia Legislativa somente em 2003

Famoso na história recente do Estado e com o nome envolvido em escândalos, como o conhecido “Esquema das Associações”, José Carlos Gratz teve uma polêmica trajetória política no Espírito Santo. Com o passado publicamente ligado a jogos de azar, Gratz foi eleito deputado estadual na 12ª legislatura, em 1991, e deixou a Assembleia Legislativa somente em 2003, após renunciar à presidência da mesa diretora da Casa e ser acusado de vários crimes.

Em 2013, Gratz foi denunciado pelo Ministério Público Federal, que tomou conhecimento de um esquema de pagamento de propina a deputados estaduais para garantir a reeleição de 2000. Ele foi preso. O governador do Estado na época, Paulo Hartung, comentou sobre o fato do ex-deputado ter sido detido. “Mais um passo no sentido de moralizar e reorganizar a área pública no Estado do Espírito Santo”, disse ele. 

José Carlos Gratz ficou cinco meses na cadeia. Entretanto, antes de ser preso pelo crime de improbidade administrativa, o político foi ligado a outras violações da lei, enquanto presidente do Legislativo. 

Sobre essas denúncias, em um pronunciamento que marcou a bancada do plenário da casa, Gratz se disse vítima de uma conspiração para denegrir a imagem dele. “Mas eu não me curvarei. Eu sou mais forte do que uma fortaleza, senhores deputado. Ninguém dobra este homem. Eu sou invencível”, disse ele, batendo no próprio peito.

Em março de 2016 o ex-deputado estadual José Carlos Gratz teve 18 processos de improbidade administrativa extintos pela Justiça Federal. A decisão foi fundamentada na nulidade de provas.

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