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Gratz divide cela com 12 e Stefenoni diz que comida da prisão é ruim

Ex-deputado e ex-chefe de gabinete no Executivo Estadual foram condenados por peculato

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), José Carlos Gratz, divide cela com outros 12 detentos da Penitenciária Semiaberta de Vila Velha, no Complexo do Xuri. Gratz foi preso após condenação por crime de peculato – desvio de dinheiro público. O ex-chefe de gabinete de José Ignácio, Rodrigo Stefenoni, e Raimundo Benedito de Souza Filho, o Bené, também foram presos nesta quarta e dividem cela com Gratz.

O trio, preso por crimes de desviu de dinheiro público e lavagem de dinheiro, compareceu a uma audiência de custódia realizada na tarde desta quinta-feira (27) na Justiça Federal. Os condenados negam as acusações.

Stefenoni relatou perante um juiz que a cela dividida com Gratz não é bem higienizada e reclamou da alimentação. Segundo ele, os três presos nesta quarta não conseguem fazer as refeições porque a comida é ruim. Disse também que eles dividem espaço com mais de 250 detentos em alguns momentos. Questionado, Gratz confirmou as informações.

Segundo o representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-ES), Eduardo Sarlo, Stefenoni está em um local insalubre e perigoso. “Ele está custodiado em uma cela com mais 12 homens, segundo relato dele, com apenas um banheiro. As condições alimentares são precárias e ele ainda corre risco de vida”, afirmou o defensor.

Gratz foi condenado a sete anos de prisão. A defesa dele entrou com pedido na Justiça para que a seja abatida da pena um ano e sete meses, referente ao período em que ele ficou preso. A OAB também pediu na Justiça que Stefenoni seja transferido da cela em que está.

SEJUS

Sobre as reclamações de Stefenoni, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que o detento Rodrigo Stefenoni está recebendo o mesmo tratamento dispensado a todos os detentos do sistema prisional capixaba.

A secretaria acrescentou que o sistema prisional do Espírito Santo é referência nacional, tanto em estrutura física como em ações de ressocialização, e que todas as 35 unidades prisionais do Estado possuem condições dignas e salubres de abrigamento de presos. Por fim, a secretaria destacou que a alimentação fornecida aos detentos passa por constante e rigoroso processo de fiscalização.

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