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Risco de epidemia por chikungunya no verão preocupa Sesa

Somente este ano foram 1147 casos da doença contra 492 em todo o ano passado

Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre chikungunya
Mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre chikungunya
Foto: Divulgação

O número de casos de chikungunya no Estado mais que triplicou nos primeiros sete meses deste ano, em comparação com o mesmo período de 2016. Entre janeiro e julho do ano passado foram 333 casos, enquanto que este ano já somam 1147. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde e mostram uma realidade que preocupa para o verão. Em todo o ano passado foram 492 notificações da doença.

De forma geral, o Brasil teve uma queda de 42% nos casos de chikungunya no primeiro semestre deste ano, mas sete Estados apresentaram alta, incluindo o Espírito Santo, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Segundo a gerente de Vigilância em Saúde da Sesa, Gilsa Rodrigues, a alta no número de casos é decorrente da presença do mosquito transmissor, o Aedes aegypt, em todos os 78 municípios do Estado. Ela ressalta que ainda há riscos, principalmente para o verão. “O risco de a gente ter um grande surto ou uma epidemia permanece porque a chikungunya é transmitida por uma pessoa doente a um mosquito sadio. O mosquito passa a ser transmissor para outras pessoas que picar”, explica.

Gilsa Rodrigues explica que há oito, o Espírito Santo não tinha a presença do mosquito Aedes aegypt em todos os municípios. O inseto também transmite outras doenças, como zika vírus e dengue.

Uma outra preocupação neste inverno é com a chuva, que chegou de forma atípica no Estado. Segundo a gerente de Vigilância em Saúde,  é necessário que os capixabas tenham atenção, mesmo o mosquito preferindo o clima quente, pois ele pode se reproduzir da mesma forma. “A gente pede que a população tenha um cuidado maior nesse período que antecede o verão - agosto, setembro, outubro e novembro. Tem que intensificar as ações de controle para entrar no verão com um potencial muito menor de transmissão”, ressalta.

Desde o início das notificações por chikungunya no Estado, um óbito foi registrado. Entre os sintomas estão febre, dores de cabeça e dores nas articulações. A orientação é evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypt, não deixando água parada em recipientes e locais onde ele possa se reproduzir. 

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