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TRT suspende intervenção em hospital de Vitória

O Tribunal Regional do Trabalho suspendeu a intervenção na gestão do Hospital da Associação dos Funcionários Públicos do Espírito Santo. Com isso, a administração volta a ser de responsabilidade da própria associação

O Tribunal Regional do Trabalho suspendeu a intervenção na gestão do Hospital da Associação dos Funcionários Públicos do Espírito Santo. Com isso, a administração volta a ser de responsabilidade da própria associação. Na última semana, o juiz Jailson Duarte nomeou um interventor para apresentar propostas para a gestão e para a quitação de débitos trabalhistas.

A suspensão da intervenção aconteceu na última segunda-feira (7) e é uma decisão em caráter liminar proferida pelo desembargador José Luiz Serafini. No decisão, ele diz que a intervenção é um instrumento legal para saldar débitos trabalhistas. No entanto, o magistrado afirma que a associação demonstrou ânimo para resolver as pendências, inclusive as trabalhistas, que houve uma ampliação de prazo para apresentação de um plano para saldar os débitos e que determinação judicial para realização de perícia a fim de apurar os valores devidos.

O diretor do Hospital da Associação dos Funcionários Públicos, Gustavo Stefenoni, afirma que há empenho para resolver essas questões e responsabiliza gestões passadas pelos problemas da entidade. “A associação sofreu, durante mais de 20 anos, com desmandos da sua condução. Nós estamos tentando corrigir esses atos passados”, disse.

O advogado José Carlos Rizk Filho, que representa pessoas que foram demitidas do hospital- sem o pagamento de verbas rescisórias informou que vai recorrer da decisão que suspendeu a intervenção e fez críticas à entidade. “Só o fato de haver uma associação que faz a rescisão de empregados lá estão há 10, 15 ou 20 anos, no nosso entender jurídico é um exercício de má gestão”, disse.

Segundo José Carlos Rizk Filho, existem cerca de 200 processos trabalhistas contra o hospital. Ainda de acordo com o advogado, os cálculos da dívida trabalhista ainda não foram apresentados pelo judiciário. No entanto, ele avalia que esses débitos fiquem entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões.

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