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Praia do Canto: moradores acionam MP para regular desfiles de blocos

Os moradores também querem que sejam apuradas as responsabilidades da Prefeitura de Vitória e de organizadores de um bloco irregular que gerou transtornos no bairro

Bloco pós-carnaval realizado no Triângulo das Bermudas, em Vitória, não tinha autorização da prefeitura
Bloco pós-carnaval realizado no Triângulo das Bermudas, em Vitória, não tinha autorização da prefeitura
Foto: Carlos Alberto Silva

Moradores da Praia do Canto, Vitória, vão acionar, nesta quarta-feira (21), o Ministério Público Estadual (MPES)  para que o órgão apure as responsabilidades da Prefeitura de Vitória e de organizadores de um bloco irregular sobre os problemas gerados em uma festa pós-carnaval no último sábado (17).

O bloco não tinha autorização para sair. Após a festa no Triângulo das Bermudas, o bairro contabilizou prejuízos, como depredações de lixeiras, bancos e canteiros. O prefeito Luciano Rezende chegou a garantir que os organizadores vão pagar a despesa.

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Quem vai ingressar com a ação é o movimento "Praia do Canto Merece Mais". Segundo o representante do movimento, Armando Fontoura, a ação vai pedir que o MP apure as responsabilidades da confusão e pedir que o órgão, junto à Prefeitura, faça um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com regras mais claras sobre o que um organizador deve fazer para conseguir a liberação e o apoio da administração municipal no bloco.

Além disso, quer cobrar que a Prefeitura cumpra o que prometeu, de colocar a fatura dos prejuízos no colo dos organizadores do bloco irregular. Para Fontoura, a Prefeitura é omissa quando um bloco, sem autorização, desfila na cidade.

"Essa proibição é simplesmente para inglês ver. A Prefeitura se omite das responsabilidades, dizendo que apenas proibiu os blocos, e os blocos acontecem, geram transtornos, prejuízos", reclama.

Entre os prejuízos, está a queda na venda dos bares do Triângulo, já que não tinha espaço para os clientes nos estabelecimentos, segundo o presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes do Espírito Santo e da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Estado, Rodrigo Vervloet . "Os prejuízos são incalculáveis, mas foram vários físicos, de quebra-quebra no local até perda de venda", cita.

A ação no MP não teve a participação das associações de Moradores e Comerciantes da Praia do Canto. Mas o presidente delas, César Saade, defende que a Prefeitura e as polícias Militar e Civil intimem os organizadores das festas nas redes sociais com antecedência, antes que os blocos ocorram.

Procurada para comentar a reportagem, a Prefeitura de Vitória disse, por nota, que toda ação que seja para somar aos esforços e avanços da atual gestão, em equilibrar o uso do espaço público na cidade, é muito bem-vinda. Ressaltou ainda que vai acionar os promotores de eventos não autorizados, conforme prevê a legislação para reparação dos danos e prejuízos causados na região.

 

 

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